Um relatório do Ministério Público Federal (MPF) recomendou o abate sanitário das lhamas e alpacas apreendidas em maio deste ano, durante uma fiscalização na BR-364, em Rio Branco. O parecer acompanha a recomendação técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que aponta riscos à sanidade animal pela falta de documentação zoossanitária dos camelídeos.
Dos 43 animais apreendidos, 13 já morreram desde que foram encaminhados para uma propriedade administrada por uma ONG em Porto Acre. Os cerca de 30 restantes seguem sob cuidados enquanto aguardam uma decisão da Justiça Federal sobre o destino definitivo do rebanho.
Segundo o relatório, o Mapa descartou alternativas como a devolução dos animais ao proprietário, a reexportação ou a quarentena, alegando que essas medidas não eliminariam o risco sanitário ou seriam inviáveis diante da ausência de documentação e de estrutura adequada. O órgão sustenta que o abate sanitário é a forma mais segura de proteger o patrimônio pecuário nacional e evitar a introdução de doenças, como a febre aftosa.
A decisão final caberá à Justiça Federal. Enquanto isso, a ONG responsável pelos animais afirma ser contrária ao abate e defende alternativas que preservem a vida do rebanho, como a devolução ao país de origem ou a destinação a locais com condições de mantê-los.






