Casa Branca nega documento divulgado pela mídia iraniana sobre possível acordo de guerra

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A Casa Branca negou nesta quarta-feira (27) a autenticidade de um suposto memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã divulgado pela televisão estatal iraniana em meio às negociações sobre o conflito na região.

Segundo a emissora iraniana, o documento previa a retirada das forças militares americanas das proximidades do Irã e o fim do bloqueio aos portos iranianos em troca da reabertura total do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial.

O governo do presidente Donald Trump reagiu afirmando que o texto divulgado é falso.

“Esse relatório da mídia controlada pelo Irã não é verdadeiro e o memorando que eles divulgaram é uma completa fabricação. Ninguém deveria acreditar no que a mídia estatal iraniana está publicando. Os fatos importam”, publicou a conta oficial de resposta rápida da Casa Branca na rede X.

Apesar da negativa, parte das informações citadas pela mídia iraniana coincide com declarações recentes de autoridades americanas sobre as negociações em andamento. Integrantes do governo dos EUA afirmaram anteriormente que Trump estaria disposto a suspender o bloqueio marítimo caso o Irã permita novamente a livre circulação de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz.

A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que as conversas continuam avançando, mas ressaltou que o governo americano mantém exigências consideradas inegociáveis.

“O presidente Trump deixou claras suas linhas vermelhas. Ele só aceitará um acordo que garanta que o Irã jamais possa ter uma arma nuclear”, declarou.

Ainda nesta quarta-feira, Trump afirmou em entrevista à PBS News que o Irã não receberá alívio de sanções em troca da entrega de estoques de urânio altamente enriquecido.

“Eles vão entregar o urânio altamente enriquecido, mas não em troca de alívio de sanções”, disse o presidente.

Enquanto as negociações seguem, o cenário no Oriente Médio continua tenso. O Irã voltou a impor restrições a aplicativos de mensagens e lojas virtuais após aliviar parcialmente um bloqueio de internet que durava cerca de 90 dias.

No Líbano, Israel emitiu novos alertas de evacuação para áreas do sul do país durante ataques contra posições atribuídas ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Segundo autoridades locais, ao menos 31 pessoas morreram nos bombardeios realizados na terça-feira (26).

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