O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (22) pela manutenção da prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Felipe foi preso no início de maio durante a quinta fase da operação, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Inicialmente, a prisão era temporária, mas posteriormente foi convertida em preventiva por decisão de Mendonça.
O julgamento ocorre em sessão virtual da Segunda Turma do STF, onde os ministros registram os votos eletronicamente ao longo da semana. Após o voto de Mendonça, o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo, solicitando mais tempo para análise antes da continuidade do julgamento.
Segundo a Polícia Federal, Felipe Cançado Vorcaro faria parte do chamado “núcleo financeiro-operacional” do esquema investigado, sendo responsável por movimentações financeiras e societárias consideradas suspeitas.
Na decisão, André Mendonça afirmou haver indícios de continuidade das supostas irregularidades mesmo após o avanço das investigações. O ministro também citou risco de reiteração criminosa, ocultação de patrimônio e possível interferência na apuração.
A investigação aponta ainda que Felipe teria participado diretamente da negociação envolvendo a venda de 30% da Green Investimentos para uma empresa ligada à família do senador Ciro Nogueira (PP-PI). De acordo com os investigadores, a participação societária, avaliada em cerca de R$ 13 milhões, teria sido negociada por R$ 1 milhão.
A Polícia Federal também apura supostos pagamentos mensais relacionados à negociação, que teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente aumentado para R$ 500 mil.
Além de Mendonça e Gilmar Mendes, participam da análise os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. O ministro Dias Toffoli deve se declarar suspeito e não participar do julgamento, como já ocorreu em outros processos relacionados ao Banco Master.






