Suspeito confessa abusar da afilhada de 7 anos e diz à polícia que não fez o mesmo com a filha

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Homem foi preso em flagrante em Contagem, na Grande BH, após ser flagrado pela esposa da vítima

Um homem de 28 anos confessou à Polícia Civil ter abusado sexualmente da própria afilhada, de 7 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prisão em flagrante ocorreu em 18 de março deste ano, após a esposa do suspeito flagrar a ação.

Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, a delegada Joana Miraglia, responsável pelo caso, informou que o homem admitiu os abusos recorrentes contra a criança. Ele, no entanto, afirmou que nunca teria cometido o crime contra a própria filha, de pouco mais de um ano.

“Ele dizia ‘eu fiz com ela, mas com a minha filha não’. Como se isso diminuísse a gravidade do que aconteceu”, relatou a delegada. O inquérito foi concluído e o suspeito foi indiciado por estupro de vulnerável.

Como o crime foi descoberto

Segundo a Polícia Civil, a esposa do investigado chegou do trabalho e o encontrou em cima da menina. Ambos estavam com as calças abaixadas e os órgãos genitais expostos.

Ao presenciar a cena, a mulher começou a gritar. Os pais da criança, que são vizinhos do casal, ouviram e foram até o local. Diante da situação, houve confusão e populares tentaram linchar o suspeito. Ele se trancou no quarto até a chegada da polícia, que efetuou a prisão em flagrante.

Confissão e depoimento da criança

Ainda conforme a delegada, o homem confessou aos militares que não era a primeira vez que abusava da afilhada. Ele declarou ter praticado os atos diversas vezes, mas reforçou que não teria feito o mesmo com a filha.

A criança também relatou os abusos de forma espontânea. Questionada sobre quantas vezes ocorreram, ela mostrou as duas mãos abertas, indicando que foram várias ocorrências.

Sinais e orientação

A delegada ressaltou a importância de ouvir e observar as crianças, especialmente se apresentarem mudanças de comportamento.

“Essas crianças podem ficar mais retraídas, agressivas, tristes e até apresentar comportamento sexualizado. É preciso entender por que a criança está narrando aquilo, mesmo que seja uma mentira, entender de onde ela ouviu isso. A criança reproduz alguma coisa que ela viveu, viu ouviu”, afirmou.

A prisão do suspeito foi convertida em preventiva. Ele permanece no sistema prisional à disposição da Justiça.

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