O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou nesta sexta-feira (8) um cessar-fogo temporário de três dias na guerra contra a Rússia, em um dos anúncios mais importantes desde o início do conflito em 2022.
A pausa nos combates ocorrerá entre os dias 9 e 11 de maio e também incluirá uma troca de mil prisioneiros entre os dois países, considerada uma das maiores já realizadas desde o começo da guerra.
O anúncio havia sido feito horas antes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter articulado diretamente o acordo com os governos de Moscou e Kiev.
Segundo Zelensky, a libertação dos prisioneiros é prioridade máxima para a Ucrânia.
“A Ucrânia está trabalhando consistentemente para trazer seu povo de volta do cativeiro russo. Instruí nossa equipe a preparar prontamente tudo o que é necessário para a troca”, declarou o presidente ucraniano nas redes sociais.
A confirmação acontece em meio a uma escalada de tensão envolvendo ataques com drones, bombardeios e acusações mútuas de violação de cessar-fogo entre russos e ucranianos.
Mesmo com a trégua anunciada, o clima permanece delicado no front de batalha.
A Rússia se prepara neste fim de semana para o tradicional desfile militar do Dia da Vitória, realizado na Praça Vermelha, em Moscou, para celebrar a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
O governo de Vladimir Putin já havia anunciado anteriormente uma pausa unilateral nos combates durante as comemorações.
Ao comentar o evento russo, Zelensky afirmou que o foco da Ucrânia está na vida dos soldados capturados, e não nas celebrações militares em Moscou.
“A Praça Vermelha é menos importante para nós do que as vidas dos prisioneiros ucranianos que podem ser trazidos de volta para casa”, escreveu no X.
A guerra entre Rússia e Ucrânia já deixou milhares de mortos, destruição em larga escala e milhões de deslocados desde a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.
A expectativa internacional agora gira em torno da manutenção da trégua e da possibilidade de avanço nas negociações por um acordo mais amplo de paz.
CNN Brasil






