A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus em cidades do estado e mantém outras 11 ocorrências sob investigação. Os registros acenderam o alerta das autoridades sanitárias em meio à repercussão internacional de um surto da doença em um navio de cruzeiro monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os casos confirmados foram identificados nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Além disso, outros 21 casos suspeitos já foram descartados pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Segundo a Secretaria de Saúde, a hantavirose segue sob controle no Paraná, mas o monitoramento permanece intenso devido ao potencial grave da doença.
O alerta ganhou força após a OMS divulgar casos e mortes ligados à hantavirose em um cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde, provocando rastreamento internacional de passageiros.
Além dos dois casos recentes, o Paraná já havia registrado outra confirmação da doença em 2025, no município de Cruz Machado.
O secretário estadual de Saúde, César Neves, afirmou que a rede pública está preparada para agir rapidamente diante de novas suspeitas.
“A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, declarou.
A CNN Brasil informou que entrou em contato com as prefeituras de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, mas não houve retorno até a última atualização.
O que é hantavírus?
A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A contaminação costuma ocorrer pela inalação de partículas presentes no ambiente.
Em casos graves, a infecção pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, provocando insuficiência respiratória aguda, edema pulmonar e choque circulatório.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e problemas gastrointestinais. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar falta de ar, tosse seca e queda da pressão arterial.
Não existe tratamento específico contra o hantavírus. O atendimento é baseado em suporte médico intensivo, principalmente nos casos mais graves. A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento imediatamente ao surgirem os primeiros sintomas.
CNN Brasil






