Acre reduz déficit comercial, mas ainda depende fortemente de produtos vindos de outros estados

spot_img

Mesmo apresentando melhora nos indicadores econômicos em 2025, o Acre ainda mantém forte dependência do mercado de outros estados brasileiros. Dados da Balança Comercial Interestadual mostram que o estado continua comprando muito mais do que consegue vender, acumulando déficit superior a R$ 10,6 bilhões neste ano.

Apesar do resultado negativo, os números indicam avanço em relação a 2024, quando o déficit ultrapassou os R$ 13 bilhões. A redução é atribuída principalmente ao aumento das vendas acreanas para outras regiões do país, enquanto o volume de compras permaneceu praticamente estável.

O levantamento aponta que a Região Sudeste segue como a principal origem dos produtos consumidos no Acre, especialmente mercadorias industrializadas vindas de São Paulo. O estado de Rondônia também aparece entre os maiores fornecedores da economia acreana.

Na prática, o cenário revela uma estrutura econômica ainda dependente da importação de itens industrializados, combustíveis, alimentos processados, máquinas e produtos de maior valor agregado. Especialistas apontam que os custos logísticos, a distância dos grandes centros industriais e as limitações da produção local ainda dificultam maior equilíbrio comercial.

Por outro lado, os dados mostram crescimento gradual da presença acreana no mercado nacional. As exportações interestaduais do estado seguem concentradas principalmente em São Paulo, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas.

Entre os produtos que ajudam a movimentar a economia acreana estão itens ligados ao agronegócio, madeira manejada, proteína animal, produtos florestais e derivados da bioeconomia, setores que vêm ganhando espaço nos últimos anos.

O estudo também aponta que, mesmo diante dos desafios estruturais, o Acre começa a apresentar sinais de fortalecimento produtivo e expansão comercial. A melhora nos indicadores é vista como reflexo do aumento da atividade econômica e da ampliação das relações comerciais com outros estados brasileiros.

Ainda assim, economistas avaliam que reduzir a dependência externa seguirá sendo um dos principais desafios do estado nos próximos anos, principalmente com investimentos em industrialização, infraestrutura logística e incentivo à produção local.

Com informações: AC24Horas

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS