Formação de educadores reforça combate à malária em Cruzeiro do Sul

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul iniciou um treinamento voltado a educadores, com o objetivo de transformá-los em multiplicadores de informações no combate à malária. A ação faz parte do plano estadual de eliminação da doença, que segue exemplos de países vizinhos, como o Suriname, que conseguiu zerar os casos — embora com realidades diferentes da Amazônia brasileira.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Siqueira, a proposta é enfrentar a malária considerando a realidade amazônica. “Estamos nesse trabalho para finalmente enfrentar a malária a partir da lógica amazônica, e não com alguém lá em Brasília dizendo como devemos agir aqui. Esse processo começa com a formação de professores, que terão conhecimento sobre a doença, seu tratamento, complicações e a questão da resistência medicamentosa. Esses educadores vão levar a informação para seus alunos, que por sua vez poderão disseminar o conhecimento em suas casas e comunidades”, afirmou.

O treinamento contou com a presença do professor doutor Rodrigo Medeiros, da Universidade Federal do Acre e vinculado ao núcleo de pesquisa da Universidade de São Paulo, considerado uma das maiores referências da região Norte no tema.

A estratégia aposta no efeito multiplicador: quando um professor aborda a malária em sala de aula, o aluno passa a ser uma autoridade comunitária no assunto, facilitando a aceitação de medidas preventivas, testagens rápidas e tratamentos adequados.

Em termos de números, a série histórica mostra que Cruzeiro do Sul e região mantêm o registro anual abaixo de 4 mil casos, mas com oscilações. Em 2022, houve queda para 2.600 casos, mas em 2024 os números subiram para 3.700, acendendo um alerta. Este ano, já foi registrada uma redução de 12% nos casos, mas, segundo o secretário, a meta é consolidar a queda de forma gradual, até alcançar menos de mil casos anuais.

“Não queremos quedas momentâneas. Queremos um trabalho consistente para reduzir os casos ano após ano, até atingir um patamar realmente baixo e seguro para nossa população”, completou Siqueira.

Com informações Juruá24horas

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