O Acre já registra 965 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 15 de 2026, considerando dados atualizados até 18 de abril, número que representa um aumento expressivo em relação aos anos anteriores. No mesmo período, foram contabilizados 676 casos em 2025 e 640 em 2024. As informações constam no boletim divulgado nesta sexta-feira, 24, pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
O crescimento nas internações levou o estado a um cenário de alerta contínuo, segundo o levantamento. A curva começou a subir já a partir da semana epidemiológica 2, mantendo níveis elevados até a semana 9. Houve uma leve redução entre as semanas 10 e 13, mas na semana 14 os dados já indicam novo sinal de crescimento.
Aumento das internações
O avanço dos casos graves está diretamente ligado à circulação de vírus respiratórios. Entre os principais agentes identificados nos pacientes hospitalizados estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e diferentes subtipos da Influenza A, incluindo o H1N1. Também foram detectados SARS-CoV-2, adenovírus, metapneumovírus e parainfluenza.
De acordo com o boletim, o aumento das internações em 2026 supera os registros dos dois anos anteriores no mesmo período, indicando um comportamento considerado atípico e que exige atenção das autoridades de saúde.
Grupos mais vulneráveis
O impacto é maior entre crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos, que seguem como os grupos com maior número de internações e maior risco de agravamento dos quadros respiratórios.
A presença do VSR como um dos principais vírus circulantes acende um alerta adicional, já que ele está diretamente associado a hospitalizações em crianças pequenas e idosos.
O boletim também aponta que os casos mais graves estão concentrados nos principais polos populacionais do Acre. Rio Branco e Cruzeiro do Sul aparecem em situação de alerta para SRAG, com crescimento significativo nas notificações.
Outros municípios, como Feijó e Marechal Thaumaturgo, também registraram números relevantes de casos no período analisado.
Casos leves seguem altos
Além dos quadros graves, o Acre também registrou 6.006 atendimentos por síndrome gripal nas unidades sentinelas em 2026. O número é menor que o de 2025, que teve 6.811 registros, mas superior ao de 2024, com 5.474 casos no mesmo período.
Entre os atendimentos ambulatoriais, a faixa etária de 20 a 29 anos segue como a que mais procura atendimento por sintomas gripais, geralmente sem evolução para casos graves.
Com informações ContilNet






