O número de adeptos da Umbanda e do Candomblé mais que triplicou no Brasil na última década, segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do crescimento nacional, o Acre aparece entre os estados com menor percentual de praticantes dessas religiões, com 0,24% da população.
No cenário nacional, os praticantes de religiões afro-brasileiras passaram de 0,3% para 1,05% da população, o que representa mais de 1,8 milhão de pessoas. O avanço reflete uma maior visibilidade e declaração dessas religiões no país.
Acre abaixo da média nacional
Com 0,24%, o Acre está abaixo da média brasileira (1,05%) e também atrás de diversos estados da Região Norte. O Amapá, por exemplo, registra 0,48%, seguido por Tocantins (0,14%), Rondônia (0,28%) e Amazonas (0,33%).
Na comparação regional, os maiores percentuais estão fora da Amazônia. Estados do Sul e Sudeste concentram os índices mais elevados, com destaque para o Rio Grande do Sul, que lidera o ranking nacional com 3,19% da população adepta.
Outros estados com forte presença são Rio de Janeiro (2,58%) e São Paulo (1,47%), todos acima da média nacional.
Distribuição desigual pelo país
Os dados mostram que a presença das religiões afro-brasileiras é desigual no território nacional. Enquanto algumas unidades federativas superam a marca de 1%, grande parte dos estados, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, permanece com índices abaixo de 0,5%.
No Nordeste, há variações relevantes, como na Bahia (1%), estado historicamente ligado às religiões de matriz africana, enquanto outros estados apresentam percentuais menores, como Ceará (0,37%) e Maranhão (0,34%).
O levantamento do IBGE também traça o perfil dos praticantes. Entre os adeptos de Umbanda e Candomblé no Brasil, 42,9% se declaram brancos, 33,2% pardos e 23,2% pretos.

Com informações A Gazeta do Acre






