Redação Juruá Online
Na noite desta quarta-feira (28), um incêndio de grandes proporções atingiu o Polo Naval de Cruzeiro do Sul, destruindo completamente um dos galpões do espaço, onde funcionavam cinco boxes de fabricação e manutenção de embarcações. As chamas, que puderam ser vistas de longe, mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, Prefeitura e outros órgãos municipais.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 23 horas e, segundo a subcomandante da corporação, capitã Daniela Marques, o incêndio começou no galpão central, que abrigava materiais altamente inflamáveis como gasolina, motores e caldeiras usadas para fundição de alumínio. A prioridade dos bombeiros foi evitar que o fogo se alastrasse para os galpões vizinhos.
“Foi um incêndio de grandes proporções, então deslocamos dois caminhões de combate a incêndio, três viaturas menores e mobilizamos a primeira e terceira folgas. No total, 16 militares atuaram no local, além do apoio de caminhão-pipa da Prefeitura. Com esse trabalho rápido e integrado, conseguimos salvar os três galpões vizinhos, o que representa a proteção de mais de 8 milhões de reais em equipamentos e materiais”, explicou a capitã.
Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido, já que no momento do incêndio não havia trabalhadores no local. Segundo relatos, o espaço estava fechado por não ser horário de expediente. Ainda não há definição oficial sobre as causas do incêndio, mas funcionários relataram que já haviam ocorrido outros princípios de fogo no local anteriormente, devido à atividade de fundição de alumínio e ao uso de caldeiras.
O presidente da Coperbajola, Nivaldo Santos, classificou o ocorrido como um duro golpe para os trabalhadores. “Pegou a gente de surpresa. Era uma hora em que quase todo mundo já estava dormindo. Um incêndio que não deu tempo de nada. Quando soubemos, já não tinha mais o que fazer”, lamentou.
Segundo ele, o galpão destruído abrigava cinco boxes, onde trabalhavam entre 20 e 25 pessoas, que agora se encontram desempregadas. O prejuízo estimado ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, considerando a perda de equipamentos, materiais e do próprio galpão.
Em meio às dificuldades, a associação busca apoio junto à Prefeitura e ao Governo do Estado para ajudar os trabalhadores atingidos. “O prefeito Zequinha Lima me ligou hoje cedo, se colocou à disposição para ajudar. O governo estadual, na pessoa do Alércio ‘ALSIR’, também procurou a gente. O deputado Nicolau Júnior, presidente da Assembleia, e alguns vereadores vieram aqui e também propuseram ajudar. Esperamos que essas parcerias se concretizem para socorrer quem foi prejudicado nesse momento difícil”, afirmou Nivaldo.
O Corpo de Bombeiros segue realizando trabalhos de rescaldo na área nesta quinta-feira (29) para eliminar possíveis focos de incêndio remanescentes. Os outros três galpões do polo foram liberados para funcionamento, e a corporação também deve emitir um relatório técnico apontando as condições da área e as medidas preventivas necessárias para evitar novos incidentes.
Enquanto isso, os trabalhadores e a associação aguardam pela mobilização dos órgãos públicos e parceiros privados para reerguer o espaço e tentar minimizar os prejuízos sofridos pelas famílias que dependem da atividade naval no município.






