16º Festival Acreano de Vídeos inicia programação no Juruá com oficinas, exibições e participação aberta ao público

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O município de Cruzeiro do Sul recebe, a partir desta quarta-feira (26), a programação oficial do 16º Festival Acreano de Vídeos – Edição Juruá, um dos principais eventos de valorização e incentivo ao audiovisual no Acre. A iniciativa é realizada pela Associação Acreana de Cinema, em parceria com a Fundação Elias Mansour, por meio de edital do Governo do Estado, com apoio do Governo Federal e da Academia Acreana de Letras.

O presidente da Associação Acreana de Cinema e um dos produtores do evento, Nilsson Amorim de Lima, detalhou como o festival está funcionando na região e reforçou a importância da participação da comunidade.

Seleção de talentos do Vale do Juruá

Nilsson explica que as inscrições ocorreram entre 1º e 20 de novembro e superaram as expectativas da organização. A comissão avaliadora aprovou 15 curtas-metragens, produzidos por cineastas de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima.

  • “A gente se surpreendeu pela qualidade do material produzido aqui. Foram selecionados 15 trabalhos desses três municípios e todos apresentam um nível muito alto”, destacou Nilsson.

Oficinas para formação e troca de experiências

A programação teve início no dia 26 com a oficina de produção de trilha sonora, ministrada pelo músico e cineasta Albert Amorais, bastante conhecido no Vale do Juruá. Ele aborda conceitos de criação autoral e composição de trilhas para obras audiovisuais.

No dia 27, ocorre a oficina de produção de roteiros, conduzida pelo cineasta Adalberto Queiroz de Mello, um dos maiores nomes do cinema acreano. Ele é fundador do grupo Ecaja Filmes e da AsaCine, instituição que realiza o festival.

A programação encerra com a oficina de animação 2D, ministrada pelo próprio Nilsson Amorim.

Além das atividades formativas, o público poderá acompanhar a exibição dos 15 curtas regionais, apresentados em blocos de cinco, também no dia 27.

Evento aberto ao público

Segundo Nilsson, as oficinas e exibições são totalmente gratuitas e abertas à comunidade.

  • “Qualquer pessoa pode participar. Professores, estudantes, amantes do audiovisual… As portas estão abertas. É uma oportunidade não só de conhecer as produções, mas também os artistas locais, que às vezes moram tão perto e ninguém sabe do talento que têm”, afirmou o presidente.

Aprendizado e integração cultural

Nilsson reforça que o festival não é apenas uma mostra de filmes, mas um espaço de troca de saberes.

  • “É uma troca de experiência. Os cineastas do Vale do Juruá nos ensinam muito, e nós também compartilhamos o que aprendemos nas nossas práticas. O audiovisual é essa arte maravilhosa que cresce quando a gente troca conhecimento”, disse.

A programação segue até o dia 27 e deve movimentar o cenário cultural do município, fortalecendo o cinema produzido na região e estimulando novos talentos.

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