
Redação Juruá Online
A viagem entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco, bastante procurada através veículos de lotação, tem se tornado cada vez mais desafiadora para motoristas e usuários. De acordo com Paulo Santos, que atua há mais de dez anos na rota, fala das condições que enfrentam durante a viagem: “Hoje nós estamos levando doze horas de viagem, entendeu? Com cuidado, muito devagar, pra não estragar o carro. Até porque não tem jeito: se você colocar um trator hoje na BR, ele vai desmontar, entendeu? Então é devagarzinho. Mesmo assim, os clientes ainda passam muito mal, porque ainda tem o zigue-zague pra desviar dos buracos. Então, realmente, hoje é lamentável a situação da BR.”
Diante das dificuldades enfrentadas no trajeto e dos custos crescentes de manutenção, os motoristas que fazem a linha diariamente anunciaram um reajuste de R$ 30 no valor da passagem. A partir de 1º de dezembro de 2025, o preço sobe de R$ 320 para R$ 350. O mesmo valor será adotado também pelos condutores que partem da capital acreana. Segundo Alacide Brandão, que transporta passageiros entre as duas cidades, o aumento é necessário para cobrir as despesas geradas pelo desgaste acelerado dos veículos. “Estamos instalando internet Starlink em todos os carros e procuramos manter a manutenção em dia para oferecer mais conforto ao cliente.”
O aumento preocupa passageiros que dependem da rota, especialmente aqueles que viajam com frequência para compromissos de saúde, trabalho e estudo. No entanto, os motoristas afirmam que o reajuste é necessário diante da piora das condições da estrada, que estende o tempo de viagem e eleva os custos operacionais dos transportes.
Com tantas horas na estrada, os profissionais buscam alternativas para tornar o percurso menos cansativo para os usuários. Segundo Paulo, a oferta de internet a bordo e outros serviços têm sido uma forma de minimizar o desconforto causado pelas longas viagens. Enquanto motoristas tentam equilibrar custos e qualidade do serviço, passageiros esperam que melhorias estruturais na estrada possam reduzir não apenas o tempo de deslocamento, mas também a necessidade de novos reajustes nos próximos anos.





