O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (6) que uma guerra contra o Irã seria justificável mesmo se provocasse uma disparada no preço do petróleo para até US$ 200 ou US$ 250 por barril.
“Mesmo que tivesse chegado a US$ 200, teria valido a pena”, declarou o republicano, ao comentar os impactos do conflito no mercado global de energia.
A fala ocorre em meio às negociações entre Estados Unidos e o governo iraniano para encerrar a guerra no Oriente Médio. Apesar do tom firme, Trump indicou que vê ganhos estratégicos na ofensiva, especialmente no controle de rotas energéticas e na contenção do programa nuclear iraniano.
O presidente também revelou ter se reunido recentemente com executivos das gigantes do setor petrolífero Chevron e ExxonMobil. Segundo ele, as conversas abordaram a expansão de operações na Venezuela e os reflexos do conflito no mercado de energia.
Queda do petróleo com avanço diplomático
Apesar da escalada militar nas últimas semanas, o mercado reagiu à possibilidade de acordo entre Washington e Teerã. As negociações incluem a suspensão gradual de sanções econômicas e uma possível limitação do programa nuclear iraniano.
Outro ponto central é o desbloqueio do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Com a perspectiva de redução das tensões, os preços internacionais despencaram. O barril do tipo WTI caiu mais de 12%, ficando abaixo de US$ 90, enquanto o Brent recuou mais de 10%, sendo negociado abaixo de US$ 100.
A queda amplia o movimento iniciado no dia anterior, após semanas de forte volatilidade causadas pelo conflito. Na última semana, o barril chegou a ultrapassar US$ 126, o maior patamar em quatro anos.






