O atacante Robinho Jr. e seu estafe recuaram e decidiram não levar adiante a notificação extrajudicial contra o Santos Futebol Clube após o episódio de agressão envolvendo Neymar. A decisão foi formalizada nesta quarta-feira (6), após o pedido público de desculpas do camisa 10.
A confusão ocorreu no último domingo, no CT Rei Pelé, durante um treino. Na ocasião, Robinho Jr. levou um tapa no rosto após uma discussão com Neymar. O advogado do jovem, Anderson Luna, confirmou a retirada da queixa no fim da tarde.
Segundo o clube, o incidente aconteceu no fim da atividade, quando o treino já não estava mais sendo gravado. As imagens do momento não foram entregues ao estafe do jogador. Ainda assim, a equipe de Robinho Jr. acredita que câmeras de segurança do centro de treinamento possam ter registrado o ocorrido, mas optou por não insistir no caso.
O clima interno é de encerramento do episódio. Após o empate com o Recoleta, no Paraguai, pela Copa Sul-Americana, Robinho Jr. afirmou que ficou chateado com a agressão, mas aceitou o pedido de desculpas.
Neymar reconheceu que se excedeu e defendeu que a situação deveria ter sido resolvida internamente. O posicionamento público do jogador contribuiu para a tendência de que ele não seja punido pelo clube.
Apesar da repercussão, Robinho Jr. deve seguir normalmente no elenco. Inicialmente, o estafe chegou a cogitar a rescisão contratual por falta de segurança no ambiente de trabalho, mas o próprio atleta descartou a possibilidade.
“Minha vida é aqui no Santos. Renovei meu contrato até 2031 e ainda quero fazer muito pelo clube”, afirmou.
Relembre o caso
A discussão entre os dois jogadores começou após uma atividade para atletas reservas, no dia seguinte ao empate com o Palmeiras. Durante o desentendimento, Neymar deu uma rasteira em Robinho Jr., que caiu no gramado. Em seguida, houve troca de empurrões e o tapa no rosto.
A família do jovem, especialmente a mãe, chegou a defender que o caso fosse levado adiante. Na segunda-feira, o advogado apresentou notificação ao clube solicitando posicionamento oficial, abertura de sindicância, acesso às imagens e uma reunião que poderia discutir até uma rescisão unilateral.
Mesmo com a tensão, os dois jogadores viajaram juntos ao Paraguai para compromisso pela Copa Sul-Americana. Parte do elenco demonstrou incômodo com a decisão de levar o caso para fora do ambiente interno do clube.






