Transporte escolar em Tarauacá para após denúncias de salários atrasados e falta de pagamento a barqueiros

O transporte escolar fluvial de Tarauacá está paralisado desde a última sexta-feira (1º) após denúncias de atrasos salariais e falta de pagamento a profissionais que atuam no serviço. Segundo informações apresentadas na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), cerca de 130 barqueiros ligados a empresas contratadas para realizar o transporte de estudantes estariam enfrentando dificuldades para receber pelos serviços prestados.

De acordo com a denúncia, 75 trabalhadores vinculados à empresa Suply Soluções em Tecnologia e Transportes Ltda. estariam com até quatro meses de salários atrasados. Além disso, proprietários de embarcações alegam não receber os valores referentes ao aluguel dos barcos há cerca de 11 meses.

A situação também atinge profissionais ligados à empresa Locadora Comércio e Representação Ltda. (Loacre). Conforme relatado, aproximadamente 35 trabalhadores que atuam no transporte escolar aguardam o pagamento de aluguéis de embarcações acumulados desde 2025.

A paralisação afeta diretamente estudantes que dependem do transporte fluvial para chegar às escolas, especialmente em comunidades rurais e ribeirinhas do município.

Durante debate na Aleac, foi informado que a Secretaria de Estado de Educação teria anunciado o pagamento de um mês em atraso e notificado as empresas responsáveis pelo serviço. Ainda assim, parlamentares questionaram a ausência de medidas mais rígidas diante dos atrasos relatados.

Além dos problemas relacionados aos salários e aos aluguéis das embarcações, também foram levantadas reclamações sobre atrasos no fornecimento de combustível necessário para a realização das rotas escolares.

O tema gerou preocupação entre deputados estaduais, que alertaram para os impactos na educação dos estudantes. Segundo os parlamentares, a interrupção frequente do transporte escolar, somada a outros problemas enfrentados pela rede de ensino, compromete o cumprimento do calendário letivo no município.

Até o momento, não houve posicionamento público das empresas citadas sobre as denúncias apresentadas na Aleac.

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