Setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio. No Brasil, a mobilização ganhou espaço no calendário nacional a partir de 2015 e, desde então, ações são realizadas em diferentes regiões para ampliar o debate sobre saúde mental e incentivar a busca por ajuda.
Em Cruzeiro do Sul, as atividades também fazem parte da programação das unidades de saúde do município e estão sendo realizadas em todas as UBSs, segundo a psicóloga e coordenadora de Saúde Mental do município, Luciane Pires.
“As atividades estão em todas as unidades básicas de saúde. Todas. Todas as unidades básicas de saúde têm os psicólogos, os médicos, as enfermeiras e a equipe Emulti, onde estão fazendo as rodas de conversa, a sala de espera e conversando sobre o Setembro Amarelo”, explicou.
Entre as ações previstas estão rodas de conversa e momentos de orientação nas salas de espera das UBSs, com a participação de profissionais de diferentes áreas.
A coordenadora também anunciou uma atividade prevista para o dia 25 de setembro, no Complexo Esportivo do Aeroporto Velho. A programação contará com profissionais da área de saúde física e terá como proposta reforçar a relação entre o cuidado com o corpo e a saúde mental.
“Acreditamos que saúde física e mental andam juntas”, afirmou Luciane.
Atenção aos sinais
A coordenadora reforça que a prevenção não deve ficar restrita ao mês de setembro. Segundo ela, falar sobre saúde mental e identificar sinais de sofrimento emocional deve fazer parte da rotina.
“O Setembro Amarelo é só o comprovante, gente, porque as ações são feitas todos os dias, todos os meses. Falar sobre o suicídio é muito importante, observar aquela pessoa que está deprimida, que está se isolando, ou que tem uma ideação suicida, ou uma fala diferenciada”, alertou.
Luciane orienta familiares e pessoas próximas a procurarem ajuda profissional diante de uma situação que cause preocupação, mesmo quando houver dúvida sobre a gravidade do caso.
“Tem que ser observado. Quando observar uma situação dessa, ou familiar, mesmo ficando na dúvida, procure uma unidade básica de saúde, onde vai ser possível ser avaliado, orientado. Pode ser feita uma visita domiciliar, pode levar até a UBS”, explicou.
A coordenadora também reforçou que sinais de sofrimento emocional e pensamentos relacionados ao suicídio devem ser tratados com seriedade.
“O suicídio, a ideação suicida não é mimimi, não é frescura. É uma coisa real. Fale!”, concluiu.





