“Será varrido da face da Terra”: Trump ameaça Irã e eleva tensão global no Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã “será varrido da face da Terra” caso ataque navios norte-americanos que escoltam embarcações pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi dada nesta segunda-feira (4), em meio à escalada de tensão na região.

No mesmo dia, os Estados Unidos iniciaram a operação militar “Projeto Liberdade”, com o objetivo de escoltar navios comerciais retidos no Golfo Pérsico e garantir a travessia pelo estreito, considerado estratégico para o comércio global.

Trump também declarou que o Irã teria atacado embarcações de países que não participam da operação, incluindo um cargueiro sul-coreano, e sugeriu que a Coreia do Sul se junte à missão liderada pelos EUA. Segundo o presidente, não houve danos a outras embarcações até o momento.

O líder norte-americano afirmou ainda que forças dos EUA derrubaram sete embarcações iranianas de pequeno porte, descritas como barcos rápidos. A informação foi negada pelo governo iraniano.

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a escolta dos primeiros navios comerciais com bandeira americana pelo Estreito de Ormuz, marcando o início prático da operação militar na região.

Em resposta, o Irã afirmou manter controle sobre áreas estratégicas do estreito e divulgou um mapa com zonas sob domínio militar. O governo iraniano declarou que a passagem de embarcações deve ser coordenada com Teerã e ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproxime da área.

O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e está fechado pelo Irã desde o fim de fevereiro, após o início do conflito com Estados Unidos e Israel. Apesar de um cessar-fogo em vigor desde o início de abril, a passagem segue restrita.

Para pressionar o Irã, os Estados Unidos intensificaram a presença na região e afirmam já ter redirecionado dezenas de embarcações ligadas ao regime iraniano. A operação “Projeto Liberdade” busca garantir a circulação de navios e reduzir os impactos econômicos do bloqueio.

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