O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende o fim imediato da escala de trabalho 6×1 — modelo em que se trabalha seis dias e descansa um — sem qualquer regra de transição. A posição foi reafirmada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP).
Segundo ele, a proposta do governo é implementar a nova jornada com limite de 40 horas semanais de forma direta, sem prazos graduais. “O governo Lula não defende transição de 4 anos, nem de 2, nem de 1. Defende a aplicação do fim da 6×1 de maneira imediata no Brasil”, declarou.
A mudança está em discussão no Congresso Nacional por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e de um projeto de lei em regime de urgência. Parte dos parlamentares defende um período de adaptação entre dois e quatro anos, alternativa descartada pelo governo.
Mesmo diante da crise recente entre o Executivo e o Congresso, o ministro afirmou que a tramitação da proposta não deve ser prejudicada. A tensão política aumentou após a rejeição de uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas, segundo Boulos, o debate sobre a jornada de trabalho segue mantido.
O ministro também fez um alerta a parlamentares contrários à medida ou que defendam o adiamento. Segundo ele, esses políticos não estariam se confrontando apenas com o governo, mas com a maioria da população e com a classe trabalhadora. Boulos afirmou ainda que quem adotar essa posição “vai pagar o preço nas urnas”.






