
O baixo volume de chuvas registrado em julho já começa a impactar diretamente a navegabilidade no Rio Juruá, que banha Cruzeiro do Sul e outros municípios do interior do Acre. Na manhã desta terça-feira (29), o nível do rio chegou a 4,04 metros, segundo medição do Corpo de Bombeiros, marcando uma redução de 4 centímetros em relação ao dia anterior.
De acordo com o comandante da corporação, major Josadac Cavalcante, o nível atual é 73 centímetros menor do que o registrado na mesma data em 2024, quando o rio marcava 4,77 metros. “Para termos uma ideia, ano passado, no auge do verão, ele atingiu 4,54 metros, ou seja, mais de 40 centímetros acima do que temos hoje. Isso demonstra um cenário de seca mais severa neste ano”, alertou.
A medição é feita na régua localizada no bairro da Várzea, mas o major ressalta que, em outras regiões, o nível pode estar ainda mais baixo, comprometendo o tráfego de pequenas embarcações e isolando comunidades ribeirinhas.
A situação é agravada pelo baixo índice de chuvas na região. Segundo dados do Centro Integrado de Geoprocessamento Ambiental (Cigma), o acumulado em julho foi de apenas 16,20 milímetros, número bem abaixo da média histórica do mês, que é de 26 mm.
Apesar do cenário preocupante, a previsão do tempo traz certo alívio. A expectativa é de que, até o dia 3 de agosto, chova cerca de 50 milímetros na região. “É uma quantidade de chuva inclusive acima da média. Se a previsão se confirmar, isso pode estabilizar o nível do rio e evitar que continue baixando como vimos na última semana”, destacou o major Cavalcante.
Atualmente, apenas embarcações de médio porte estão conseguindo navegar com segurança rumo aos municípios vizinhos, como Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Já as embarcações menores enfrentam dificuldades devido à vazante precoce do rio.
A situação reforça o alerta para os efeitos das mudanças climáticas e para a vulnerabilidade das populações que dependem do rio como principal meio de transporte e acesso a serviços básicos.
Com informações Juruá24horas






