Profissionais da saúde indígena de Cruzeiro do Sul participam de capacitação em urgência e emergência no Vale do Juruá

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Profissionais que atuam na assistência à saúde indígena em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, participam nesta semana de uma capacitação voltada para atendimentos de urgência e emergência, com o objetivo de fortalecer a preparação das equipes que atuam diretamente nas comunidades indígenas e na Casa de Saúde Indígena (Casai).

A ação acontece em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e reúne profissionais de diferentes áreas da saúde, além de servidores que desempenham funções de apoio e que também podem ser essenciais em situações críticas.

De acordo com a enfermeira Mônica Benevenuto, o treinamento representa um importante avanço no aperfeiçoamento das equipes que atendem indígenas vindos de diferentes etnias e municípios da região. Segundo ela, muitos pacientes chegam à unidade apresentando quadros diversos e, em determinadas situações, necessitam de intervenções imediatas que vão além do atendimento básico prestado diariamente.

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A profissional destacou ainda que a participação de servidores de diferentes setores amplia a capacidade de resposta da unidade em momentos de emergência. Motoristas, assistentes sociais, fisioterapeutas e outros profissionais também participam da capacitação para que todos possam atuar de maneira rápida e coordenada caso seja necessário salvar a vida de um paciente.

O enfermeiro Giliard Santos, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, explicou que o treinamento tem duração de três dias e aborda protocolos fundamentais utilizados em atendimentos de emergência, como procedimentos em casos de parada cardiorrespiratória, reconhecimento de sinais de AVC e infarto, além de técnicas voltadas para situações que acontecem em locais remotos.

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Segundo ele, grande parte desses profissionais trabalha diretamente em aldeias e territórios indígenas, onde muitas vezes não existe estrutura hospitalar disponível. Por isso, o conhecimento técnico pode fazer diferença no atendimento inicial até a chegada de equipes especializadas ou remoção aérea do paciente.

O responsável técnico da Casai, enfermeiro Udson de Oliveira, destacou que a capacitação faz parte das ações anuais promovidas pelo distrito de saúde indígena para garantir qualificação contínua aos profissionais que atuam na região.

Ele ressaltou que, apesar de a saúde indígena atuar principalmente na atenção primária, a realidade dentro dos territórios exige preparo constante, já que situações graves podem surgir de forma inesperada. Nesses casos, ter profissionais preparados para realizar os primeiros atendimentos e manter a estabilidade do paciente até a chegada do suporte especializado pode ser determinante.

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