PL articula candidatura de Sóstenes Cavalcante ao Senado após desgaste de Cláudio Castro

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O Partido Liberal (PL) articula a possível candidatura do deputado federal Sóstenes Cavalcante ao Senado pelo Rio de Janeiro após o desgaste político envolvendo o ex-governador Cláudio Castro, alvo recente de operações da Polícia Federal.

Segundo informações divulgadas nos bastidores de Brasília, a expectativa dentro da legenda é que Castro anuncie ainda nesta quinta-feira (28) a desistência da disputa pela vaga no Senado nas eleições de 2026.

O nome mais cotado para assumir a candidatura é o de Sóstenes Cavalcante, atual líder do PL na Câmara dos Deputados e aliado da bancada evangélica. A indicação teria apoio do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

Nos últimos 15 dias, Cláudio Castro foi alvo de duas operações da Polícia Federal. A primeira ocorreu em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino, que investiga supostas fraudes fiscais relacionadas à antiga Refinaria de Manguinhos, a Refit. Já na última terça-feira, o ex-governador voltou a ser alvo da PF na oitava fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes financeiros envolvendo o Banco Master.

Com o avanço das investigações, aliados do partido passaram a considerar inviável a candidatura de Castro ao Senado. Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado Carlos Jordy também apareceu como possível nome dentro da sigla.

Procurado pela imprensa, Sóstenes afirmou que só pretende comentar oficialmente o assunto após uma eventual desistência formal de Cláudio Castro, para evitar antecipações políticas.

Antes das operações policiais, o deputado planejava disputar a reeleição para a Câmara Federal e continuar na liderança do partido. No entanto, o novo cenário abriu espaço para uma possível candidatura ao Senado.

Estratégia digital fortaleceu nome de Sóstenes

Nos bastidores do Congresso Nacional, parlamentares do PL avaliam que a atuação digital do partido nas últimas semanas ajudou a recolocar Sóstenes em evidência no cenário político nacional.

A movimentação ocorreu principalmente após o partido adotar discurso favorável à escala de trabalho 4×3, tentando atrair debate popular sem abandonar pautas conservadoras e liberais.

Segundo integrantes da legenda, a estratégia envolveu a produção de jingles e peças publicitárias voltadas às redes sociais. O conteúdo teria ultrapassado 12 milhões de visualizações.

Dentro do Congresso, aliados avaliam que o episódio reforçou a importância das redes sociais no cenário eleitoral de 2026, especialmente na disputa por espaço político e influência digital antes mesmo do início oficial das campanhas.

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