O preço do petróleo disparou nesta quinta-feira (8) após a divulgação de informações sobre um suposto plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para realizar uma nova ofensiva militar contra o Irã antes das eleições de meio de mandato no país.
Às 9h17, o barril do petróleo tipo Brent, referência no mercado internacional, era negociado a US$ 105,01, registrando alta de 4,80% nas últimas 24 horas.
As informações sobre uma possível nova ofensiva teriam sido divulgadas após veículos da imprensa internacional, como a revista The Atlantic e o portal Axios, relatarem que tiveram acesso a documentos e relatórios do governo norte-americano relacionados aos planos contra o Irã.
As eleições de meio de mandato são consideradas importantes para o governo norte-americano porque definem a composição do Congresso e podem alterar a capacidade de influência do presidente sobre o Legislativo.
Em meio à queda de popularidade apontada por pesquisas, Trump corre o risco de enfrentar um Congresso com maior presença de parlamentares democratas, que poderiam conquistar maioria na Câmara dos Representantes e no Senado.
A guerra envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel começou em 28 de fevereiro. Antes do início do conflito, o barril do petróleo Brent era negociado na faixa de US$ 70.
Com a escalada das ações militares, o preço chegou a ultrapassar US$ 120. Durante períodos de redução das tensões, o petróleo recuou e chegou a ser negociado próximo dos US$ 90.
Outro fator que influencia diretamente as cotações é a situação do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo e outros produtos no comércio internacional.
Pela passagem circula entre 20% e 25% de todo o combustível fóssil consumido no mundo, segundo os dados apresentados no texto.
O estreito é a principal rota de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que reúne grandes produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Irã.
Qualquer ameaça de restrição à navegação na região aumenta a preocupação dos mercados com a oferta global de petróleo e pode pressionar ainda mais os preços.





