Parto em Fernando de Noronha reacende debate sobre nascimentos na ilha

O nascimento de um bebê em Fernando de Noronha voltou a chamar a atenção para a política que orienta gestantes a deixarem a ilha antes do parto. O caso ocorreu no domingo (26), quando uma mulher procurou atendimento no Hospital São Lucas com fortes dores. Durante a avaliação, exames confirmaram uma gestação de 41 semanas e, como o trabalho de parto já estava avançado, não houve tempo para a transferência ao Recife.

Desde 2004, partos programados não são realizados em Fernando de Noronha porque o arquipélago não possui maternidade nem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Por isso, o protocolo prevê que as gestantes sejam encaminhadas ao continente, geralmente a partir da 28ª semana de gravidez, para dar à luz com segurança.

A mãe e o bebê receberam atendimento da equipe médica da ilha. Após o nascimento, a criança precisou ser transferida em UTI aérea para o Recife devido a uma intercorrência clínica, enquanto a mãe seguiu posteriormente em voo comercial.

O episódio reacendeu o debate entre moradores sobre o direito de nascer na ilha e a necessidade de uma estrutura de saúde mais completa em Fernando de Noronha. Atualmente, os partos no arquipélago acontecem apenas em situações de emergência, quando não há tempo para remover a gestante ao continente.

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