Morreu aos 90 anos Margaret Hamilton, cientista da computação que liderou o desenvolvimento do software utilizado no Projeto Apollo, da Nasa, missão que levou o homem à Lua. A morte foi confirmada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) na quarta-feira (7).
Segundo o instituto, Hamilton morreu em 30 de setembro. Ela trabalhou no MIT de 1959 até meados da década de 1970 e, após deixar a instituição, continuou atuando como empreendedora na área de computação.
Hamilton iniciou os estudos em matemática na Universidade de Michigan, em 1955. Posteriormente, transferiu-se para o Earlham College, onde concluiu, em 1958, o bacharelado em matemática com especialização em filosofia.
A cientista ingressou no MIT em um cargo ligado à meteorologia, trabalhando no desenvolvimento de um software de previsão do tempo. Em 1961, passou a atuar como programadora no Laboratório Lincoln.
Quatro anos depois, em 1965, candidatou-se a uma vaga no Laboratório de Instrumentação do MIT para trabalhar no desenvolvimento de um software destinado ao programa que levaria o homem à Lua.
Hamilton foi selecionada e se tornou a primeira programadora do Projeto Apollo no MIT e a primeira mulher a ocupar essa função no projeto.
Em 1968, já ocupava o cargo de diretora assistente responsável pela equipe do Módulo de Comando e Serviço.
Em 2016, Hamilton recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, uma das principais condecorações civis dos Estados Unidos, concedida pelo então presidente Barack Obama.
Na ocasião, Obama destacou a contribuição da cientista para o desenvolvimento da engenharia de software e para o avanço da computação.
“Hamilton definiu novas formas de engenharia de software e ajudou a lançar uma indústria que mudaria para sempre a história da humanidade”, afirmou Obama na época.
O trabalho desenvolvido por Hamilton e sua equipe foi fundamental para o funcionamento dos sistemas de software utilizados nas missões Apollo, marcando um dos capítulos mais importantes da história da exploração espacial.





