O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preste depoimento à Polícia Federal no próximo dia 28 de julho, às 14h, no âmbito de uma investigação que apura a suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O inquérito tem como base uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, após a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por autoridades dos Estados Unidos.
Na postagem, o senador afirmou que “Lula será delatado” e citou supostos crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas, ditaduras e eleições fraudulentas.
Segundo a Polícia Federal, o conteúdo da publicação associou a imagem do presidente brasileiro à de Maduro, que havia sido preso sob acusações relacionadas ao narcotráfico.
A investigação foi aberta após Lula alegar ter sido alvo de calúnia. Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou que o parlamentar fosse ouvido pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Defesa pediu mais prazo
Os advogados de Flávio Bolsonaro solicitaram o adiamento do depoimento e pediram a disponibilização de novas datas para a oitiva.
Na decisão desta sexta-feira (17), Moraes afirmou que a defesa não apresentou comprovação de impedimento que justificasse a ausência do senador nas datas anteriormente oferecidas pela investigação.
O ministro destacou ainda que havia determinado que o parlamentar indicasse uma data e horário para o depoimento, mas, segundo ele, a defesa limitou-se a pedir a renovação do prazo sem apresentar justificativas concretas.
Pedido para ouvir Lula foi negado
Em junho, Alexandre de Moraes também rejeitou um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro para que o presidente Lula fosse ouvido no inquérito sobre uma suposta reunião realizada após a prisão de Nicolás Maduro.
Na ocasião, o ministro argumentou que a defesa não pode conduzir ou direcionar os rumos da investigação, cabendo às autoridades responsáveis definir as diligências necessárias para apuração dos fatos.
O depoimento do senador está mantido para o dia 28 de julho e deverá integrar as etapas da investigação conduzida pela Polícia Federal.
Com informações do Metrópoles.






