Moradores do Remanso denunciam risco constante em trapiche deteriorado e cobram solução urgente em Cruzeiro do Sul

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Moradores do bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, denunciam as condições precárias do trapiche de madeira que serve como único acesso para pelo menos 25 famílias da comunidade. A estrutura, localizada com entrada pela Rua Paraíba, apresenta tábuas quebradas, vigas comprometidas e ausência de corrimão, colocando em risco diário quem precisa atravessar o local.

Segundo o presidente da Associação de Moradores do bairro, José Maria de Amorim, a comunidade já busca providências há bastante tempo, mas até o momento nenhuma solução definitiva foi apresentada.

“Essa é uma reivindicação antiga. Já fizemos documento, entregamos para a Defesa Civil, eles vieram e fizeram apenas um reparo na entrada, mas o restante continua caindo. Existe uma emenda parlamentar para a construção de um trapiche em alvenaria, mas fomos informados que a obra talvez não aconteça este ano e possivelmente nem no próximo. Se continuarmos esperando, infelizmente alguém vai acabar se acidentando”, relatou.

A situação se torna ainda mais delicada para moradores que convivem com problemas de saúde e enfrentam dificuldades para utilizar a estrutura diariamente. A aposentada Sebastiana Barbosa, de 64 anos, está entre as pessoas que precisam atravessar o trapiche com receio constante devido às condições inseguras.

Quem também convive com os transtornos é o cabeleireiro Antônio Adonízio da Silva, que afirma já ter sofrido acidentes no local e teme consequências mais graves caso nenhuma medida seja adotada.

“Aqui é muito complicado. A gente sofre com problemas de coluna, já caiu várias vezes e sempre existe o risco de acontecer algo mais sério. Eu mesmo já me machuquei algumas vezes nesse trapiche. Além disso, fica praticamente impossível transportar objetos maiores, como geladeira, cama ou qualquer mercadoria, porque não existe segurança nem espaço adequado”, contou o morador.

Além da estrutura comprometida, os moradores afirmam que o problema se agrava durante a noite por conta da falta de iluminação. No período de inverno amazônico, quando o córrego transborda, a água cobre parte do trapiche e aumenta ainda mais o perigo, trazendo também a presença de animais como ratos e cobras peçonhentas.

Com a aproximação do verão, a comunidade pede que o poder público realize ao menos uma manutenção emergencial e adequada na estrutura de madeira, enquanto aguardam uma solução definitiva. Moradores informaram ainda que estudam a possibilidade de interditar a principal via de acesso do bairro caso nenhuma providência seja tomada nas próximas semanas.

Até o momento, a comunidade aguarda um posicionamento oficial das autoridades responsáveis sobre a situação.

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