Os mísseis balísticos voltaram ao centro das atenções internacionais por causa do aumento das tensões no Oriente Médio e da guerra na Ucrânia. Diferentemente dos mísseis de cruzeiro, eles são lançados em alta velocidade, alcançam grandes altitudes e seguem uma trajetória semelhante à de uma bola arremessada antes de atingir o alvo. Alguns modelos conseguem percorrer milhares de quilômetros em poucos minutos.
A preocupação da Europa está na dificuldade de interceptar esse tipo de armamento. Como voam em velocidades extremamente elevadas, muitas vezes supersônicas ou hipersônicas, os sistemas de defesa têm poucos minutos para detectar, calcular a trajetória e tentar neutralizar o ataque. Além disso, alguns mísseis podem transportar várias ogivas e utilizar manobras para dificultar a interceptação.
O tema ganhou ainda mais destaque após recentes ataques envolvendo mísseis balísticos na região do Oriente Médio, incluindo ofensivas do Irã contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel. Os episódios reforçaram o temor de que esse tipo de arma continue sendo uma das maiores ameaças à segurança internacional.






