Líder conservador da Alemanha renuncia após polêmica sobre barriga de aluguel

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O líder da bancada da União Democrata Cristã (CDU) no Parlamento alemão, Jens Spahn, renunciou ao cargo após enfrentar forte pressão política por ter recorrido à gestação por substituição nos Estados Unidos para ter um filho com o marido. A prática é proibida na Alemanha e é alvo de oposição do próprio partido conservador. 

Em carta enviada aos colegas, Spahn afirmou que percebeu que sua felicidade ao formar uma família se tornou incompatível com a função que exercia na liderança da bancada. A decisão ocorreu após críticas de aliados e adversários, que apontaram incoerência entre sua escolha pessoal e a posição histórica da CDU sobre o tema. 

A gestação por substituição é proibida na Alemanha desde 1991. Apesar disso, casais que recorrem ao procedimento no exterior podem ter o vínculo parental reconhecido no país, embora o tema siga gerando intenso debate político e jurídico. 

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