A Justiça Eleitoral determinou neste domingo (25) que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans prestem esclarecimentos imediatos sobre a circulação de ônibus na capital paulista durante o segundo turno das eleições. A medida foi tomada após denúncias da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que a redução da frota estaria dificultando o deslocamento de eleitores até os locais de votação.
Em nota, a SPTrans afirmou que recebeu a determinação para colocar 100% da frota em circulação às 13h10 de sábado (24), menos de 12 horas antes do início da operação. Segundo a empresa, todas as concessionárias foram comunicadas da decisão judicial às 13h32.
A companhia alegou que o prazo reduzido dificultou a reorganização das escalas de trabalho e das jornadas dos motoristas, cujas folgas já estavam programadas.
“Os operadores relataram dificuldades para readequar, de forma imediata, escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente organizadas. A programação dos profissionais também havia considerado o direito à folga e a organização necessária para assegurar o exercício do voto”, informou a SPTrans.
A empresa também sustentou que o planejamento da frota foi elaborado com base na demanda de passageiros e que a programação havia sido encaminhada previamente aos órgãos eleitorais, sem questionamentos. O mesmo esquema foi adotado no primeiro turno.
Segundo a SPTrans, no domingo anterior, aproximadamente 6,9 mil ônibus circularam pela cidade, com oferta de cerca de 8 milhões de lugares e transporte de 3,4 milhões de passageiros.
Campanha de Lula aponta redução da frota
A decisão foi tomada pelo juiz Tiago Ducatti Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, que determinou a intimação eletrônica da prefeitura e da SPTrans para que apresentem informações sobre a oferta de transporte municipal.
A campanha de Lula relatou dificuldades principalmente em bairros da zona leste, como o Itaim Paulista, e apontou a presença de poucos ônibus também na região central e na Avenida Paulista.
Segundo a representação apresentada à Justiça, as empresas estariam operando com cerca de 60% da frota, em desacordo com a determinação anterior de circulação de 100% dos veículos.
A SPTrans afirmou que continua monitorando a operação e atuando junto às concessionárias para acompanhar a circulação dos ônibus.
Apesar da controvérsia, a passagem nos ônibus municipais de São Paulo permanece gratuita aos domingos, por meio do programa Domingão Tarifa Zero, em vigor desde dezembro de 2023.





