A jornalista Amal Khalil morreu após um ataque aéreo no sul do Líbano na quarta-feira (22), enquanto trabalhava em campo durante uma ofensiva na região. Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), ela chegou a pedir ajuda à família e ao Exército libanês antes de morrer.
Khalil trabalhava para o jornal libanês Al Akhbar e estava acompanhada de outro jornalista, que ficou gravemente ferido. Os dois haviam buscado abrigo em um prédio na cidade de Tayri durante uma sequência de bombardeios, quando o local foi atingido.
Jornalista teria ficado sob escombros por horas
De acordo com o CPJ, Amal Khalil permaneceu viva sob os escombros por cerca de sete horas após o ataque. A última comunicação dela teria ocorrido por volta das 16h (horário local), quando conseguiu contatar familiares e acionar militares libaneses pedindo socorro.
A diretora regional do CPJ, Sara Qudah, afirmou que as forças de resgate enfrentaram dificuldades para chegar ao local e que a jornalista só foi resgatada horas depois, já sem vida. Segundo ela, a situação levanta questionamentos sobre possíveis obstáculos às operações de salvamento.
Acusações e resposta de Israel
O primeiro-ministro do Líbano acusou Israel de cometer crimes de guerra após o episódio.
As Forças de Defesa de Israel reconheceram que dois jornalistas foram feridos na ação, mas afirmaram que não têm como alvo profissionais da imprensa e que adotam medidas para reduzir danos civis. Israel também declarou que não impediu equipes de resgate de acessarem a área e que o caso está sob revisão.
Contexto do ataque
O ataque ocorreu em meio a uma série de bombardeios no sul do Líbano. Jornalistas estavam na região cobrindo a escalada do conflito quando o prédio onde se abrigavam foi atingido.
A CNN não conseguiu verificar de forma independente as versões apresentadas pelas autoridades libanesas e israelenses.
Com informações: CNN






