O ex-senador e pré-candidato ao Senado pelo Acre, Jorge Viana, comentou a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e fez críticas ao ambiente político no Senado Federal. Em áudio enviado ao ac24horas neste sábado (2), ele afirmou que decisões sobre indicações à Corte devem priorizar interesses institucionais e do país.
Ao defender sua posição, o petista citou episódios anteriores envolvendo nomeações ao STF, lembrando articulações que, segundo ele, buscavam garantir apoio a indicados de diferentes governos.
“Quando faço essa análise é porque eu tenho um exemplo prático a mostrar. Quando foi da indicação do ministro Kassio Nunes, eu fiz reuniões no meu apartamento em Brasília com líderes do PT para que ele recebesse os votos na sua indicação. Quando foi a indicação do ministro André Mendonça, evangélico, indicado pelo Bolsonaro, toda a bancada do PT votou nele”, disse.
Para Viana, a rejeição de nomes indicados ao Supremo reflete um cenário de disputa política que, na avaliação dele, pode prejudicar o funcionamento institucional.
“Se a gente não separar o joio do trigo e não colocar os interesses do país acima de disputas e dessa politicagem que está tomando conta do Brasil, quem vai pagar a conta é o povo brasileiro”, afirmou.
O ex-senador também destacou que o Senado deve atuar como espaço de responsabilidade e equilíbrio nas decisões. “O Senado é um lugar de gente séria, experiente, que precisa ser um porto seguro para os interesses do Brasil”, declarou.
Ao comentar uma possível volta à Casa, Viana afirmou que pretende adotar uma atuação voltada à solução de problemas e ao fortalecimento das instituições. “Se for para o Senado, não é para ser parte do problema, mas para ajudar a encontrar soluções para o povo acreano e para o Brasil”, concluiu.






