Marina Silva critica anistia e defende penas mais duras para envolvidos no 8 de Janeiro

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A ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), defendeu nesta sexta-feira (1º) o endurecimento das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. A declaração foi feita durante evento do Dia do Trabalhador, realizado na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista.

Em seu discurso, Marina afirmou que considera insuficientes as punições já aplicadas e criticou propostas de anistia aos condenados.

“Eles se escondem atrás da multidão na covardia do anonimato. A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior”, disse. Ao final, reforçou a posição ao gritar “sem anistia”.

A fala ocorre em meio ao debate no Congresso Nacional sobre mudanças na dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de Janeiro, após a derrubada de vetos presidenciais ao projeto que trata do tema.

Além da pauta política, Marina também abordou questões trabalhistas e defendeu o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa um.

Segundo ela, o formato prejudica o descanso e a qualidade de vida. “Quando você só tem um dia, isso não é descanso. Muitas vezes a pessoa volta na segunda-feira mais cansada do que saiu na sexta”, afirmou.

O evento reuniu movimentos sociais, centrais sindicais e representantes políticos em defesa de mudanças nas relações de trabalho e em pautas em discussão no Congresso.

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