IDAF reforça vacinação contra brucelose e declaração de rebanho em Cruzeiro do Sul

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) iniciou, em 1º de outubro, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a brucelose. Em Cruzeiro do Sul, a orientação é para que os produtores mantenham a vacinação do rebanho em dia e também realizem a declaração obrigatória dos animais existentes nas propriedades.

Segundo Fernando Bonilho, chefe da unidade do IDAF em Cruzeiro do Sul, a campanha segue até o dia 31 de dezembro e a imunização é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses.

“A vacinação é uma das medidas de prevenção e ela é obrigatória. O produtor é o principal agente dessa campanha”, destacou Bonilho.

Para realizar o procedimento, o produtor deve procurar um vacinador que tenha realizado o curso e esteja habilitado pelo IDAF. O profissional é vinculado a um médico-veterinário, responsável pelo acompanhamento e pelo lançamento das informações no sistema do órgão.

Bonilho ressalta que não basta apenas aplicar a vacina. Depois do procedimento, o produtor também precisa declarar a vacinação ao IDAF para que os dados sejam registrados.

“Não só vacinar, precisa declarar. O vacinador é ligado a um veterinário que vai lançar no sistema. É uma das medidas que a gente tem para saber se esses animais realmente estão vacinados”, explicou.

Brucelose pode causar prejuízos ao produtor

A brucelose é uma doença que pode atingir bovinos e bubalinos e também representa risco à saúde humana, por ser uma zoonose.

Nos animais, um dos principais sinais é o aborto, situação que pode provocar prejuízos ao produtor. De acordo com Bonilho, a prevenção é importante justamente para evitar perdas econômicas e problemas sanitários no rebanho.

“O principal sintoma que a gente pode observar é o aborto. Esse é um dos principais prejuízos ao produtor”, afirmou.

O chefe do IDAF explica que o custo da vacinação é baixo quando comparado ao prejuízo provocado pela perda de um animal.

“Às vezes o produtor vai pagar em torno de um real e cinquenta, dois reais em uma vacina e vai perder um bezerro. Então, aquela vaca que está enferma pode ter outros abortos”, alertou.

Embora o aborto possa ter diferentes causas, como estresse e outras enfermidades, a vacinação é considerada uma das principais formas de prevenção contra a brucelose.

Após a vacinação e a declaração, os dados ficam registrados no sistema do IDAF. Segundo Bonilho, a regularização é necessária inclusive para que o produtor possa emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA).

“O produtor vacinou, declarou para nós e vai estar no nosso sistema que foi vacinado. Sem essa vacinação, essas bezerras não vão conseguir tirar GTA, fica bloqueado”, explicou.

Durante as fiscalizações, os agentes também verificam a identificação dos animais e o tipo de vacina utilizado. Existem duas vacinas contra a brucelose: a B19 e a RB51.

Na vacinação com a B19, o animal é marcado no lado esquerdo com o número correspondente ao último algarismo do ano. Em 2026, a identificação é feita com o número “6”. Já os animais vacinados com a RB51 são identificados com a letra “V”.

Bonilho alerta que o produtor deve conferir se, além da aplicação da vacina, a marcação do animal foi realizada corretamente.

“É importante também isso, porque às vezes o produtor contrata uma pessoa, ela vai lá, vacina e acaba não deixando de marcar. Numa abordagem do IDAF, o produtor vai ter que retornar à origem e realizar essa vacinação”, explicou.

Paralelamente à campanha contra a brucelose, o IDAF realiza a declaração anual de rebanho. O procedimento começou em 1º de outubro e deve ser feito até o dia 30 de novembro.

De acordo com Fernando Bonilho, a declaração é obrigatória e deve incluir todas as espécies existentes na propriedade.

“A declaração de rebanho é obrigatória. Todos os produtores que têm seu animal, seja bovino ou outro, têm que fazer a declaração”, afirmou.

O procedimento não se limita aos bovinos. Devem ser informados os animais de todas as espécies existentes na propriedade, como bovinos, bubalinos, equinos, asininos, além de abelhas e peixes.

“Muitas pessoas confundem: ‘eu só tenho um bovino, só vou lá e declaro o bovino’. Mas não. A declaração é de bovinos, bubalinos, equinos, asininos, todas as espécies de animais. Até abelha e peixe é importante realizar essa declaração”, explicou.

Segundo o chefe do IDAF, a atualização permite ao órgão conhecer o número real de animais existentes em cada propriedade e acompanhar a situação sanitária dos rebanhos.

“Primeiro, para a gente saber o real saldo animal dentro da propriedade. Às vezes o animal morre e a gente não sabe o que aconteceu. Se morrerem vários animais, a gente também pode fazer uma investigação”, disse.

O produtor que não fizer a declaração pode ficar inadimplente e ter restrições para acessar serviços, incluindo a emissão da GTA e de outras declarações.

Os produtores que já possuem cadastro para emissão da GTA pelo celular também podem realizar a declaração de rebanho de forma on-line.

O IDAF orienta quem ainda não possui o cadastro a procurar a unidade para regularizar o acesso aos serviços.

“Aquele produtor que emite GTA pelo celular consegue também declarar pelo celular. A gente incentiva, inclusive, os produtores que não têm esse cadastro a vir fazer para ter acesso aos programas do IDAF”, orientou Bonilho.

Em Cruzeiro do Sul, a unidade do IDAF está disponível para atender os produtores e orientar sobre os procedimentos.

A campanha de vacinação contra a brucelose segue até 31 de dezembro, enquanto a declaração de rebanho deve ser realizada até 30 de novembro.

“Procure um vacinador credenciado, faça a vacinação. Isso é muito importante para a sanidade dos animais e para não ter prejuízo”, reforçou Fernando Bonilho.

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