Horas após PT usar IA contra Flávio Bolsonaro, Lula defende proibição da tecnologia nas eleições

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (14) a proibição do uso de inteligência artificial (IA) durante as eleições brasileiras. A declaração ocorreu poucas horas após o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgar nas redes sociais um vídeo produzido com uso de IA para atacar o senador Flávio Bolsonaro.

Durante agenda oficial em Camaçari, na Bahia, onde participou da entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, Lula afirmou que considera “maravilhosa” a ideia de barrar o uso eleitoral da tecnologia.

“Eu estava na posse do presidente do Tribunal Eleitoral e ele disse uma coisa assim: ‘Eu vou proibir inteligência artificial dois dias antes das eleições’. E eu achei maravilhoso”, declarou o presidente.

A fala ocorreu um dia depois de o PT publicar uma montagem produzida com inteligência artificial utilizando imagens manipuladas de Flávio Bolsonaro. O material foi divulgado logo após a repercussão de um áudio revelado pela versão brasileira do site The Intercept.

No conteúdo divulgado pelo portal, Flávio aparece cobrando valores do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao escândalo envolvendo o banco Master. Segundo a reportagem, a cobrança estaria relacionada a dívidas do filme Dark Horse (O Azarão), produção baseada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O vídeo compartilhado pelo PT mostra imagens alteradas por IA do senador com expressão de preocupação, intercaladas com trechos das frases atribuídas aos áudios vazados.

Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro, Lula comentou o episódio durante o evento na Bahia e afirmou que os eleitores devem votar em pessoas “de carne e osso”, e não em “mentiras”.

“Na eleição, será que é necessária a inteligência artificial? Na eleição, as pessoas têm que votar em algo verdadeiro, de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira. (…) Vocês estão vendo na televisão: a verdade tarda, mas não falha”, disse o presidente.

A divulgação do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro gerou forte repercussão política e passou a ser explorada por adversários às vésperas da disputa eleitoral de outubro.

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