Governo Trump reclassifica maconha medicinal como droga menos perigosa

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EUA avançam em flexibilização das regras sobre maconha medicinal e reclassificação da substância

Uma nova medida anunciada nos Estados Unidos amplia a flexibilização das regras sobre a maconha medicinal, incluindo isenção fiscal para vendedores licenciados e a redução de restrições para pesquisas científicas sobre os efeitos da substância.

Segundo autoridades citadas, as mudanças têm como objetivo permitir estudos mais aprofundados sobre segurança e eficácia, além de ampliar o acesso de pacientes a tratamentos e fornecer mais informações para decisões médicas.

“Essas ações permitirão pesquisas mais direcionadas e rigorosas sobre a segurança e a eficácia da maconha, ampliando o acesso dos pacientes aos tratamentos e capacitando os médicos a tomarem decisões de saúde mais bem informadas”, afirmou Blanche em publicação nas redes sociais.

Debate sobre reclassificação da maconha

A DEA (Administração de Combate às Drogas) também deverá realizar audiências administrativas para discutir a possível reclassificação da maconha dentro da legislação federal norte-americana.

A tentativa de alterar o enquadramento da substância não é nova e já foi discutida por diferentes governos, sem conclusão definitiva. O ex-presidente Joe Biden chegou a iniciar um processo nesse sentido, mas não finalizou a regulamentação antes de deixar o cargo.

Pressão política e mudanças de postura

Em dezembro do ano passado, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva determinando ao Departamento de Justiça que acelerasse a análise da mudança regulatória proposta anteriormente.

Apesar disso, o processo avançou lentamente, gerando críticas de defensores da mudança e da indústria da cannabis. Em entrevista recente, Trump afirmou que o processo estaria sendo atrasado, dizendo que “estão me enrolando”.

Fontes citadas pela imprensa norte-americana indicam ainda que há pressão crescente do setor da cannabis para a aprovação da reclassificação.

Resistência e possíveis disputas judiciais

O avanço da proposta deve enfrentar resistência de grupos contrários à flexibilização. A organização Smart Approaches to Marijuana afirmou que pretende contestar judicialmente a medida, argumentando que a mudança pode incentivar o uso recreativo da droga.

“O que a decisão promove são interesses de uma indústria que lucra com o vício”, afirmou o grupo em comunicado.

Apoio público e impacto econômico

Apesar das críticas, pesquisas indicam forte apoio popular à flexibilização. Um levantamento do Pew Research Center de 2024 mostrou que quase 60% dos americanos defendem a legalização da cannabis para uso recreativo.

Representantes da indústria também comemoraram o avanço. A CEO da empresa Trulieve, Kim Rivers, afirmou que a medida representa o cumprimento de uma promessa de campanha e pode acelerar o processo de reclassificação da substância nos Estados Unidos.

Com informações: CNN

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