As temperaturas começaram a diminuir em grande parte da França nesta segunda-feira, 29, encerrando oficialmente o alerta vermelho para a onda de calor que atingiu o país durante 11 dias. Apesar da melhora nas condições climáticas, autoridades sanitárias mantêm o estado de atenção devido aos impactos causados pelo calor extremo.
Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a onda de calor já provocou mais de 1.300 mortes acima do esperado em toda a Europa desde 21 de junho. Na França, a agência nacional de saúde estima cerca de mil mortes adicionais relacionadas ao fenômeno, número que ainda pode aumentar à medida que os dados forem consolidados.
Mesmo com o fim do alerta máximo, 22 departamentos franceses continuam sob alerta laranja para altas temperaturas. Além disso, há previsão de tempestades e instabilidade atmosférica em várias regiões do país.
Um dos casos que chamou atenção ocorreu na região da Alsácia, no leste da França, onde um jovem de 25 anos morreu após sofrer hipertermia dentro de um bonde. Ele chegou a ser socorrido e reanimado, mas não resistiu. Diante da idade da vítima, a Justiça determinou a realização de uma autópsia.
O sistema de saúde francês também segue enfrentando forte demanda. Desde 18 de junho, os atendimentos hospitalares aumentaram cerca de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado. As chamadas aos serviços de emergência permanecem muito acima da média, embora as autoridades afirmem que o sistema ainda consegue atender a população.
Especialistas alertam que os efeitos do calor extremo podem continuar sendo sentidos nos próximos dias, já que alguns pacientes podem desenvolver complicações graves após exposição prolongada às altas temperaturas, incluindo falhas em órgãos como cérebro, coração, fígado e rins.
No restante da Europa, o calor intenso continua avançando para o leste do continente. Países como Alemanha, República Tcheca e Dinamarca registraram recordes históricos de temperatura. Na Polônia, o fenômeno causou transtornos no transporte ferroviário, enquanto cidades alemãs adotaram medidas emergenciais para amenizar os efeitos do calor sobre a população.
Cientistas afirmam que a intensidade e a frequência desses eventos estão associadas às mudanças climáticas, tornando as ondas de calor cada vez mais comuns e severas em diversas regiões da Europa.






