Feijó, Tarauacá e Sena Madureira aparecem entre os municípios que mais desmataram na Amazônia em julho

Três municípios do Acre aparecem entre os que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026. Feijó ficou na segunda posição do ranking, Tarauacá apareceu em terceiro lugar e Sena Madureira ocupou a oitava colocação, conforme levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nesta quinta-feira (27).

No topo da lista está o município de Altamira, no Pará.

Acre responde por 22% do desmatamento

O levantamento aponta que o Acre foi responsável por 22% de todo o desmatamento registrado na Amazônia Legal em julho, com 97 km² de área desmatada.

O resultado representa um aumento de 73% em relação a julho de 2025, quando foram registrados 56 km² de desmatamento no estado.

Apesar da alta na comparação entre os meses de julho, o cenário muda quando considerado o acumulado de 12 meses. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Acre registrou 327 km² de área desmatada, uma redução de 12% em relação aos 372 km² contabilizados entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Degradação florestal também chama atenção

O Acre também apresentou números expressivos em relação à degradação florestal. Em julho, o estado concentrou 36% de toda a degradação detectada na Amazônia Legal, com 39 km² de áreas degradadas.

O volume representa uma redução de 40% em comparação com julho de 2025, quando foram registrados 65 km².

A degradação ocorre quando a floresta permanece de pé, mas sofre danos que reduzem sua qualidade e suas funções ecológicas. Já o desmatamento corresponde à retirada completa da vegetação nativa para dar lugar a outras atividades, como pastagens ou plantações.

No acumulado de agosto de 2025 a julho de 2026, entretanto, o Acre apresentou leve aumento na degradação. Foram 148 km², contra 144 km² no período anterior, uma alta de 3%.

Unidades de conservação aparecem no ranking

O levantamento também aponta a presença de unidades de conservação do Acre entre as áreas com maiores índices de desmatamento.

Entre elas estão:

  • Reserva Extrativista Chico Mendes – 3ª posição;
  • Floresta Estadual do Rio Gregório – 4ª;
  • Floresta Estadual do Mogno – 5ª;
  • Floresta Estadual do Rio Liberdade – 7ª;
  • Reserva Extrativista Alto Juruá – 8ª;
  • Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade – 10ª.

Os dados mostram oscilações na pressão sobre as áreas de floresta do estado, com períodos de aumento e redução nos índices de desmatamento e degradação.

Terras indígenas também aparecem entre as áreas monitoradas

Duas Terras Indígenas do Acre também aparecem entre as áreas com maiores registros no levantamento.

A Terra Indígena Kaxinawa Nova Olinda, localizada em Feijó, ocupa a quarta posição. Já a Terra Indígena Mamoadate, entre os municípios de Assis Brasil e Sena Madureira, aparece na sexta colocação.

Embora julho tenha registrado aumento expressivo do desmatamento no estado em comparação com o mesmo mês do ano passado, o acumulado de 12 meses aponta uma redução de 12%.

Na degradação das Terras Indígenas, o cenário também apresenta diferenças: houve queda significativa na comparação entre os meses de julho, mas o acumulado anual registrou aumento de 3%.

Os dados são baseados no Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, que monitora mensalmente a situação das florestas na Amazônia Legal.

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