O município de Feijó enfrenta um dos períodos mais críticos de seca dos últimos anos. Com o nível do rio Envira marcando apenas 1,5 metro em alguns trechos e trechos já intransitáveis para embarcações, a prefeitura decretou situação de emergência devido ao risco de desabastecimento de água e alimentos em comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas.
O decreto, publicado no Diário Oficial do Estado, tem validade de 180 dias e efeito retroativo a 7 de agosto, abrangendo as áreas mais afetadas pela estiagem. Segundo a gestão municipal, várias localidades já sofrem com a falta de água potável e dificuldades no envio de mantimentos e medicamentos por conta do isolamento causado pela seca.
A situação também atinge pescadores artesanais, que enfrentam queda acentuada na oferta de pescado e restrições de acesso aos igarapés, comprometendo a segurança alimentar e a renda familiar.
Com a estiagem prolongada, o calor intenso, a baixa umidade e o aumento dos focos de incêndio agravam ainda mais o cenário. A fumaça e os poluentes no ar têm causado problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.
A Defesa Civil Municipal intensificou as ações de assistência e monitoramento, com campanhas de orientação e apoio às comunidades mais isoladas.
De acordo com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a seca deve continuar pelos próximos meses, influenciada pelos efeitos do El Niño e pela redução histórica das chuvas na região.





