Familiares de Francisco Gama Carneiro, de 38 anos, conhecido como “Kiko”, contestaram informações divulgadas após sua morte e afirmam que ele havia deixado o envolvimento com o crime há anos. Francisco foi executado a tiros na noite de segunda-feira (14), no bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul. Segundo informações da polícia, ele foi atingido por cerca de 25 disparos. O caso segue sob investigação.
Em manifestações nas redes sociais, a irmã da vítima, Bethânia Gama, afirmou que Francisco gravou um vídeo em 2018 anunciando que estava deixando uma facção criminosa. De acordo com ela, desde então ele teria mudado de vida, passando a frequentar a Igreja Metodista Wesleyana e a se dedicar à família, ao trabalho e a ações sociais.
Bethânia também negou relatos de que o irmão teria abandonado o crime e depois retornado à atividade criminosa. Segundo ela, Francisco atuava como comerciante, era pai de família e participava de projetos voltados ao atendimento de pessoas em situação de necessidade.
“Vamos falar a verdade de quem ele era, de quem ele estava sendo, não o que o passado dele”, declarou.
A irmã criticou a divulgação de informações sem ouvir os familiares e pediu que os fatos sejam apurados antes de serem publicados. Ela também negou boatos que estariam circulando nas redes sociais sobre supostas dívidas e declarações atribuídas à esposa de Francisco.
“Eu só quero é que poste a verdade. A verdade é essa, porque era para ter procurado a família”, afirmou.
A família diz esperar que os responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos. Durante o período de luto, parentes e amigos realizam uma campanha de oração em memória da vítima.
A filha de Francisco, Hellen, também prestou homenagem ao pai nas redes sociais. Em uma mensagem emocionada, relembrou momentos da infância, falou sobre a relação que mantinha com ele e afirmou que um dos sonhos do pai era acompanhá-la em seu casamento.
“Você foi meu primeiro amor”, escreveu.
Ela destacou ainda que as lembranças das conversas, brincadeiras e momentos vividos ao lado do pai permanecerão para sempre.
“Eu te amo, pai. Eu te amo hoje, amanhã e para sempre. E nunca vou esquecer o quanto você me amava”, declarou.
Enquanto as investigações continuam, a família afirma que seguirá cobrando esclarecimentos sobre a execução e pede que a trajetória recente de Francisco também seja considerada ao tratar de sua história.





