Os candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A já não precisam mais enfrentar obstáculos tradicionais como o “oito”, a prancha e o percurso em “L” durante o exame prático no Acre. As mudanças foram implantadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC) no início de agosto, em Rio Branco, e devem ser ampliadas gradualmente para os municípios do interior.
A reformulação atende à Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em dezembro de 2025, que determina avaliações mais próximas das situações reais enfrentadas pelos condutores no trânsito.
Com o novo modelo, a prova passou a exigir habilidades como troca de marcha, uso correto da sinalização e condução da motocicleta em um percurso que simula condições mais comuns das vias urbanas. Segundo o Detran, o objetivo é verificar se o candidato está apto a conduzir o veículo com segurança no dia a dia, e não apenas reproduzir manobras específicas treinadas para o exame.
De acordo com o chefe da Divisão de Exames Práticos e Teóricos do Detran-AC, Adriano Rodrigues, a mudança trouxe mais confiança aos candidatos e também foi bem recebida pelos instrutores dos centros de formação de condutores.
“Os candidatos se sentiram mais seguros em mostrar realmente se sabem dirigir ou não, em vez de fazer só aquela cartilha como era antigamente. Hoje, o teste é para ver realmente se o candidato sabe dirigir no trânsito”, afirmou.
O órgão informou ainda que houve aumento no índice de aprovação após a mudança, embora o crescimento ainda não seja considerado expressivo.
Outra alteração importante é o novo sistema de pontuação. O candidato inicia o exame com zero ponto e pode acumular até dez pontos para ser aprovado. As faltas recebem pesos diferentes conforme a gravidade: infrações leves valem um ponto, médias dois, graves quatro e gravíssimas seis pontos.
As mudanças fazem parte de uma série de atualizações nas regras para obtenção da CNH. Em fevereiro deste ano, o Detran já havia anunciado alterações na categoria B, incluindo o fim da baliza como etapa obrigatória da prova prática para carros e a ampliação do uso de veículos automáticos e elétricos nos exames das categorias A e B.





