A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa comentou nas redes sociais o ataque ocorrido na Escola Instituto São José, em Rio Branco, e afirmou que o adolescente de 13 anos envolvido no caso demonstrou planejamento e controle emocional durante a ação. A especialista, que possui 6,8 milhões de seguidores, analisou o comportamento do jovem e questionou interpretações que tratam o crime como um ato impulsivo motivado apenas por sofrimento emocional ou bullying.
Segundo Ana Beatriz, os disparos realizados contra as servidoras Alzenira e Raquel, mortas enquanto tentavam proteger os alunos, revelam intenção letal e ausência de hesitação. Para a médica, a forma como o adolescente agiu indica domínio da situação e não um “colapso emocional”.
“Às vezes, o maior sinal de maldade é exatamente o controle”, afirmou a psiquiatra ao comparar a precisão dos disparos à atuação técnica de um cirurgião.
Na análise publicada, a especialista destacou uma sequência de decisões tomadas pelo adolescente antes e durante o ataque, como abrir o cofre, pegar a arma, separar três carregadores, entrar na escola fardado e, após os disparos, caminhar até se entregar às autoridades.
“Bullying explica a dor. Não explica a pistola. Não explica os três carregadores. Não explica os tiros na cabeça. E não explica o garoto que foi se entregar. Isso tem outro nome”, declarou.
Ana Beatriz também afirmou que o fato de o adolescente ter se entregado não representa necessariamente arrependimento. Segundo ela, o ato faria parte da execução planejada da ação.
De acordo com a psiquiatra, o ataque teria sido interrompido por uma limitação técnica, já que o jovem não conseguiu recarregar a arma, e não por uma mudança de consciência durante o crime.
A especialista ainda alertou para o que chamou de “narrativas de vitimização”, afirmando que autores de ataques escolares frequentemente tentam transferir parte da responsabilidade de seus atos para fatores externos.
“Eu sei que é difícil olhar para um menino de 13 anos e dizer: ‘ele sabia o que estava fazendo’, mas eu sou psiquiatra e tenho obrigação de dizer a verdade, mesmo quando ela é desconfortável”, disse.
A reportagem reproduz exclusivamente a análise comportamental publicada pela médica Ana Beatriz Barbosa em suas redes sociais oficiais e não representa posicionamento editorial sobre o caso ou eventual diagnóstico do adolescente investigado.






