Enquanto no Brasil seguem os debates sobre mudanças na carga horária semanal e o possível fim da escala 6×1, a Colômbia está concluindo uma reforma trabalhista que vem chamando atenção na América Latina por combinar redução da jornada, aumento salarial e queda histórica no desemprego.
A partir de 15 de julho, trabalhadores assalariados colombianos passarão oficialmente a cumprir no máximo 42 horas semanais. A mudança encerra um processo gradual iniciado em 2021, quando foi aprovada a lei que determinou a redução progressiva da jornada, que antes era de 48 horas por semana.
Diferente da proposta em discussão no Brasil, que prevê reduzir a carga horária de 44 para 40 horas e acabar com a escala 6×1, a legislação colombiana não exige obrigatoriamente dois dias de descanso semanal para os trabalhadores.
A medida foi aprovada durante um governo de direita, mas os aumentos salariais e outras políticas voltadas ao fortalecimento da renda dos trabalhadores ocorreram posteriormente sob uma gestão de esquerda, criando um cenário econômico que, segundo analistas, ajudou a impulsionar o mercado de trabalho no país.
Atualmente, a Colômbia registra a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica recente, alimentando o debate sobre modelos de trabalho mais flexíveis e seus impactos na produtividade e na economia.
A experiência colombiana tem sido observada de perto por outros países da região e ganha destaque justamente em um momento em que o Brasil também discute possíveis mudanças nas regras trabalhistas e alternativas para equilibrar qualidade de vida e crescimento econômico.






