Calor de quase 38°C aumenta procura por ar-condicionado e faz estoques sumirem em Cruzeiro do Sul

As altas temperaturas registradas nos últimos dias, próximas dos 38°C, já mudaram a rotina dos moradores de Cruzeiro do Sul e também movimentaram o comércio local. Com o calor intenso, a procura por aparelhos de ar-condicionado aumentou significativamente e algumas lojas precisam repor os estoques com frequência para atender à demanda.

Nesta quinta-feira (3), comerciantes relatam que as vendas estão em ritmo acelerado. A vendedora Sandy Fernandes afirma que a loja onde trabalha chega a vender entre 10 e 15 aparelhos de ar-condicionado por dia.

Segundo ela, o aumento da procura está diretamente relacionado ao calor e aos preços oferecidos pelo estabelecimento.

“Graças a Deus, as vendas aqui estão fluindo bastante. A gente, devido ao calorão, as pessoas estão procurando bastante e o nosso preço é muito bom, né? E, graças a Deus, está saindo uma quantidade exuberante que está ajudando bastante aqui na loja.”

A movimentação é tão intensa que a reposição dos produtos precisa ser feita constantemente. Sandy explica que, em aproximadamente 15 dias, já é necessário realizar um novo pedido para recompor o estoque.

“A gente tem que estar renovando sempre. Em 15 dias já dá pra fazer um pedido bom de ar-condicionado e é assim, pedindo direto. A gente recebeu uma quantidade até boa de ar-condicionado, mas já tem que renovar o estoque porque já está faltando. Acho que, em média, uns 50, 60 ar-condicionados por mês.”

Calor muda rotina dentro de casa

O impacto das altas temperaturas também é sentido dentro das residências. O perito criminal Mamédi Nepomuceno conta que precisa manter três aparelhos de ar-condicionado ligados em casa para garantir o conforto da família durante os períodos mais quentes.

“São três ligados na minha residência, três ar-condicionados. Se não ligar, as crianças não aguentam.”

Morador de Cruzeiro do Sul e vindo da Bolívia, onde estava acostumado a temperaturas bem mais baixas, Mamédi afirma que, apesar da diferença climática, prefere o calor da cidade acreana.

“Eu que vim da Bolívia, lá em torno de 15, 5 graus, cheguei aqui, eu senti, mas eu prefiro Cruzeiro do Sul, a quintura de Cruzeiro do Sul, do que o frio.”

Leque para amenizar o calor e alerta ambiental

Enquanto algumas famílias recorrem ao ar-condicionado para enfrentar o calor, outras buscam alternativas mais simples. O biólogo Nelson Souza, que mantém um ponto de vendas no Centro da cidade, usa um leque para se abanar e aproveitou para chamar a atenção para os impactos ambientais associados ao aumento das temperaturas.

Para ele, além de buscar formas de aliviar o calor, a população precisa adotar atitudes que ajudem a reduzir os problemas ambientais, como evitar queimadas e o desperdício de água.

“Esse aquecimento global já era previsto. O que está faltando no planeta é a consciência humana.”

Nelson também relata as dificuldades enfrentadas por quem trabalha exposto ao sol e destaca os cuidados necessários para proteger a pele.

“Eu, como batalhador que sou, ando de moto, sofro muito. Então você é obrigado a colocar uma manga nos braços pra evitar o câncer de pele, e é estressante, não é fácil pra ninguém. Eu uso leque e não está bom pra ninguém, isso eu garanto.”

Com as temperaturas elevadas, o ar-condicionado deixou de ser apenas um item de conforto para muitas famílias e passou a ser visto como uma alternativa para enfrentar as noites abafadas e o calor intenso. A consequência já aparece nas lojas, que registram aumento nas vendas e precisam acelerar a reposição dos aparelhos.

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