Cadela da Polícia Penal morre após ser envenenada dentro de presídio em Rio Branco

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A cadela policial penal Nikita, da raça Rottweiler, morreu após ser vítima de envenenamento dentro do Complexo Penitenciário Dr. Francisco de Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco. O caso foi divulgado pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e pela Polícia Penal do Acre nesta quinta-feira (16). 

Segundo as instituições, o ataque aconteceu na terça-feira (14), quando Nikita, que era treinada para atuar no policiamento e na segurança dos pavilhões da unidade, ingeriu um alimento contaminado deixado no pátio do presídio. O animal chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento veterinário, mas não resistiu à intoxicação. 

De acordo com o Iapen, uma das formas utilizadas para tentar envenenar cães de segurança dentro da unidade ocorre quando detentos misturam medicamentos de uso permitido a alimentos, como pães e restos de comida, e arremessam o material pelas grades das celas para o local onde os animais realizam o patrulhamento. 

Após o caso, equipes da Polícia Penal localizaram outro pedaço de pão com suspeita de contaminação no pátio usado pelos cães durante as rondas. O órgão classificou a ação como um atentado contra a segurança da unidade, já que os animais auxiliam na prevenção de fugas e no controle dos pavilhões. 

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra Nikita apresentando sinais de intoxicação, como salivação intensa e perda do controle urinário. A Polícia Penal informou que medidas administrativas e criminais serão adotadas para identificar os responsáveis pelo envenenamento. 

Nikita fazia parte da Divisão de Operações com Cães (DOC) e era considerada um apoio importante nas atividades de segurança do sistema prisional acreano. 

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