Protestos tomam cidades da Ucrânia após Zelensky demitir ministro da Defesa

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Manifestações foram registradas em diversas cidades da Ucrânia nesta quinta-feira (16) após o presidente Volodymyr Zelensky anunciar a saída do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov. A decisão provocou críticas de militares, analistas e setores da sociedade civil.

Na capital Kiev, centenas de pessoas foram às ruas com cartazes em defesa de Fedorov e contra a decisão do governo. Os manifestantes acusam Zelensky de enfraquecer a capacidade de defesa do país em meio à guerra contra a Rússia.

Fedorov, de 35 anos, ocupava o cargo desde janeiro e ganhou destaque por iniciativas voltadas à modernização das Forças Armadas, ao combate à corrupção e ao uso de tecnologia e drones no conflito. Antes de assumir o Ministério da Defesa, ele já era conhecido por liderar a transformação digital do governo ucraniano.

Durante entrevista coletiva, o ex-ministro revelou que havia sugerido ao presidente a substituição do comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, e do chefe do Estado-Maior, Andrii Hnatov. Segundo ele, havia divergências constantes entre o Ministério da Defesa e o comando militar.

Zelensky confirmou que existiam conflitos internos entre os dois lados e afirmou que a relação entre Fedorov e Syrskyi dependia frequentemente de sua mediação.

O ex-ministro também informou que recebeu um convite para permanecer no governo como conselheiro presidencial, mas recusou a proposta. Apesar das críticas, afirmou acreditar que Zelensky encontrará uma solução para a crise.

A saída de Fedorov ocorre em um momento delicado para a Ucrânia, que segue enfrentando a invasão russa iniciada em 2022. Ele era considerado um dos principais responsáveis pela ampliação do uso de drones, ataques cibernéticos e outras estratégias tecnológicas empregadas pelas forças ucranianas.

A substituição ainda não foi oficializada pelo Parlamento. Entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Defesa está o atual ministro do Interior, Ihor Klymenko.

A demissão também levou à renúncia de integrantes ligados à equipe de Fedorov, incluindo comandantes militares e assessores que defendiam suas reformas no setor de defesa.

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