Uma autoridade de alto escalão dos Emirados Árabes Unidos classificou como um “ato terrorista perigoso” o incidente ocorrido a bordo de um voo da Flydubai na quarta-feira (30). O caso ainda é investigado pelas autoridades, que buscam determinar a motivação e se houve planejamento prévio ou ligação com grupos extremistas.
O piloto Smit Machchhar ficou gravemente ferido depois de ser atacado pelo copiloto enquanto a aeronave iniciava a descida de uma altitude superior a 17 mil pés, cerca de 5,1 mil metros. Apesar do episódio, o voo conseguiu prosseguir e não houve um desastre.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, afirmou nesta sexta-feira (2) que o piloto merece reconhecimento pela atuação durante o episódio. Segundo ele, Machchhar demonstrou “coragem e responsabilidade” diante do que classificou como um possível ato terrorista e de um potencial desastre.
Gargash também pediu cautela diante de teorias da conspiração e afirmou que as autoridades devem aguardar os resultados da investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.
Investigação busca determinar motivação
Na quinta-feira (1º), o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos determinou uma investigação para apurar se a violência ocorrida durante o voo da Flydubai, que tinha Tel Aviv como destino, esteve relacionada a uma atividade terrorista.
A apuração também pretende verificar se houve algum tipo de planejamento ou orientação prévia para a ação. O suspeito chegou aos Emirados Árabes Unidos na quinta-feira, enquanto as investigações prosseguiam.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o suspeito teria passado por uma “doutrinação radical islâmica”. Apesar da declaração, Netanyahu evitou classificar oficialmente o episódio como um ato terrorista.
Até o momento, a motivação do ataque ainda não foi estabelecida pelas autoridades responsáveis pela investigação.





