Últimas tropas dos EUA deixam o Iraque após mais de duas décadas

As últimas tropas dos Estados Unidos deixam o Iraque nesta quarta-feira (30), encerrando mais de duas décadas de operações militares no país. A retirada ocorre após um acordo firmado em 2024, durante a presidência de Joe Biden.

As forças americanas haviam deixado o Iraque em 2011, mas retornaram três anos depois, em 2014, como parte da ofensiva contra o Estado Islâmico. A presença militar dos Estados Unidos no país teve início em 2003, quando Washington invadiu o Iraque com o objetivo declarado de destruir supostas armas de destruição em massa e derrubar o regime de Saddam Hussein.

Saddam Hussein foi capturado ainda em 2003 e executado em 2006, após ser considerado culpado por crimes contra a humanidade. Nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada no Iraque.

A operação militar americana ocorreu após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, reivindicados pela Al-Qaeda. Estimativas apontam que cerca de 461 mil pessoas morreram no Iraque por causas relacionadas à guerra entre 2003 e 2011.

Com a saída das tropas americanas, um dos principais desafios do Iraque será colocar em prática um plano para desarmar milícias apoiadas pelo Irã. O objetivo é que grupos que integram as Forças de Mobilização Popular (PMF) entreguem suas armas ao Estado. Em contrapartida, integrantes dessas organizações paramilitares deverão ser incorporados às estruturas de segurança iraquianas.

Durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na semana passada, o primeiro-ministro Ali al-Zaidi afirmou que o governo está comprometido em garantir que o Estado tenha a decisão final sobre questões relacionadas à paz e à guerra e que armas e instrumentos de poder permaneçam sob controle das instituições constitucionais.

O primeiro-ministro também afirmou que a cooperação com os Estados Unidos deverá continuar em outras áreas. Segundo ele, o encerramento da missão da coalizão internacional representa uma nova etapa na relação entre os países, com a transição da cooperação militar para iniciativas econômicas e de desenvolvimento.

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