O indígena Alessandro Kaxinawá, de 18 anos, que morreu nesta quarta-feira (7) após sofrer uma descarga elétrica enquanto tentava colher mangas em Cruzeiro do Sul, estava no município havia cerca de cinco meses para dar continuidade a procedimentos relacionados a um ferimento causado por arma de fogo.
Segundo o tio-avô do jovem, José Matheus Castinalá, Alessandro havia sido atingido por um tiro na mão, no município de Jordão, e aguardava em Cruzeiro do Sul a realização de uma perícia e o resultado dos procedimentos relacionados ao caso.
De acordo com José Matheus, o jovem havia sido encaminhado para Cruzeiro do Sul após o incidente e permanecia na cidade enquanto aguardava o andamento do atendimento.
“Ele veio aqui fazer a perícia. Ele deu um acidente no dedo, foi com tiro, né? Aí foi encaminhado, foi tudo, esse encaminhamento ele está aguardando já, e só esperando o resultado”, relatou o tio-avô.
Na manhã desta quarta-feira, enquanto aguardava o andamento dos procedimentos, Alessandro estava acompanhado de familiares. Conforme o relato do tio-avô, o grupo pediu autorização ao proprietário de uma área para colher algumas mangas.
O jovem então subiu em uma mangueira para retirar os frutos. Familiares, incluindo crianças, estavam próximos no momento do acidente.
Ainda segundo José Matheus, Alessandro utilizava uma vara para alcançar as mangas quando o objeto acabou atingindo a rede elétrica que passava próxima à árvore.
A descarga elétrica provocou o acidente e Alessandro morreu ainda no local.
“De repente, a gente nem viu. A gente deu fé que já estava fumaçando a manga. Pegou já, saiu elétrico”, contou José Matheus.
O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para atender a ocorrência. Após a descarga, o corpo do jovem ficou preso entre os galhos da árvore, dificultando o atendimento e a retirada.
Natural de Jordão, Alessandro pertencia à comunidade indígena e estava em Cruzeiro do Sul acompanhado por familiares durante o período em que aguardava os procedimentos relacionados ao tiro que havia sofrido.
A morte repentina causou forte comoção entre os familiares que estavam com o jovem no momento da tragédia.
“É só tristeza e preocupação”, disse José Matheus.
A família agora acompanha os procedimentos necessários após a morte do jovem.





