Nos últimos dias, cinco apagões em menos de uma semana têm impactado diretamente a vida dos moradores e comerciantes das cidades de Feijó, Tarauacá, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, no Acre. Os cortes de energia, que ocorreram entre domingo e sexta-feira, têm causado sérios prejuízos financeiros e dificuldades na rotina diária da população.
Muitos comerciantes relatam que a falta de energia elétrica tem dificultado o funcionamento dos estabelecimentos. Marcondes Nery, proprietário de uma bomboniere, explicou que suas vendas foram paralisadas após um apagão que danificou seus equipamentos. “Perdi um computador e, depois, ao voltar, a energia veio em alta tensão, o que danificou meus nobreaks e nos deixou sem sistema de vendas o dia todo”, comentou.
Além dos impactos no comércio, as donas de casa também enfrentam dificuldades com o uso de eletrodomésticos. O farmacêutico Dineli Gadelha destacou que as quedas de energia afetam diretamente o atendimento aos clientes e podem prejudicar a conservação de produtos, principalmente aqueles que necessitam de refrigeração constante.
Cerca de dois meses após a região do Juruá passar a receber energia do linhão vindo de Rio Branco, os problemas com a estabilidade no fornecimento começaram a surgir. A vice-presidente da Associação Comercial de Cruzeiro do Sul, Núcia Melo, declarou que as reclamações dos empresários têm aumentado e que muitos equipamentos de eletrônicos estão sendo danificados.
A empresa Energisa, responsável pela distribuição de energia, confirmou que falhas foram identificadas no linhão, que está sob responsabilidade da empresa Zopone. Até o fechamento desta matéria, a Zopone não havia se manifestado.
Enquanto a instabilidade persiste, o advogado Paulo Roberto orienta os consumidores a buscarem seus direitos e a reportarem os danos causados pelos apagões ao Procon. “É importante que os consumidores fiquem atentos e busquem compensações pelos prejuízos que estão sofrendo devido à situação”, afirmou.
O sentimento entre a população é de apreensão, especialmente entre aqueles que dependem de aparelhos eletrônicos essenciais para a saúde, como máquinas de respiração. Com a falta de respostas efetivas das empresas envolvidas, os moradores esperam por soluções rápidas e eficazes para a crise energética que afeta suas vidas.






